quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entomologia Forense: a solução de crimes usando insetos

Entomologia Forense: a solução de crimes usando insetos

Você conhece a Entomologia forense? A profissão consiste na aplicação do estudo da biologia de insetos e outros artrópodes em casos criminais. A atividade é considerada tão importante quanto a investigação de vestígios clássicos, como impressões digitais, marcas de sangue e objetos deixados no local do crime.
O campo de atividade pode soar mais comum para os espectadores de séries policiais norte-americanas, como CSI e Bones, mas fazem parte do dia a dia das investigações policiais. Entenda como os insetos podem auxiliar na resolução de mistérios policiais.

Quando o crime tem como vestígios os restos mortais da vítima, é fundamental descobrir há quanto tempo eles foram deixados no local, por exemplo. O pesquisador britânico Martin Hall explica a importância dos insetos em um caso no qual foram encontrados os restos mortais de uma mulher, em uma floresta de Dorset: “Estudamos o inseto mais velho no corpo, o que nos dá uma boa indicação de quanto tempo a pessoa passou ali. Se o corpo está do lado de fora, no verão, sabemos que seria encontrado por insetos em 24 horas, então a idade dos insetos no corpo é importante”, disse o entomologista à BBC. Hall complementa: “Também analisamos outros aspectos. Os insetos são consistentes com o local? O corpo poderia ter sido transportado para lá?”
O britânico não podia imaginar o rumo que sua carreira tomou. Hall pesquisava a ligação entre doenças e insetos no Museu de História Natural de Londres e precisou ter sangue frio para assimilar as cenas e cheiros que veio a conhecer quando foi trabalhar em 1992 para a polícia.
Ele trabalha, em média, em 15 casos por ano, e apesar de ter precisado se adaptar, se sente extremamente gratificado com a profissão: “Muitas pessoas passam a vida inteira trabalhando duro com pesquisa e não veem nada produtivo saindo disso. Para mim, é ótimo ter um resultado após alguns meses, no fim de cada caso criminal”, afirma o pesquisador.
Mas os insetos não se restringem a auxiliar apenas na contagem de tempo de um crime. O inseto presente pode ainda denunciar vestígios de pólvora, drogas e substâncias diretamente ligadas ao óbito da vítima.
No Brasil, a Entomologia Forense, que teve como seus precursores os médico legistas Edgar Roquette-Pinto e Oscar Freire, ultrapassa os cem anos de pesquisas. A Rede Nacional de Entomologia Forence presta apoio na resolução de crimes de natureza extrema no Brasil.

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