Muitas alternativas relacionadas à questão energética estão
sendo divulgadas mundo afora. Mas esta solução é realmente
extraordinária, ou mais exatamente extraplanetária.
É prevista a instalação de centrais para captação de energia solar na
órbita terrestre em um prazo de dez a vinte anos, segundo um informe
preparado pela Academia Internacional de Astronáutica, de Paris.
Segundo divulgado no site EnLineaDirecta, a equipe de trabalho do
projeto foi liderada por John C. Mankins, ex-chefe do Departamento de
Tecnologias Inovadoras da Nasa.
Os satélites que conterão quilométricos painéis solares vão
transmitir energia à Terra por micro-ondas eletromagnéticas ou laser.
Projeto audacioso, não? Uma das vantagens da enorme plataforma que
poderá ser lançada em nossa órbita geoestacionária é a possibilidade de
captar energia durante todo o dia, já que não sofrerá interferência da
sombra da Terra.
Mesmo a energia solar sendo uma tecnologia antiga, sua conversão em
eletricidade ainda não é uma solução eficaz a ponto de substituir
definitivamente as fontes comuns e mais poluidoras.
O potencial desse projeto da Nasa é sete vezes maior
no espaço: os painéis poderão captar 1.371 Watt por metro quadrado, na
Terra são possíveis 200 Watt por metro quadrado. Isso porque no espaço a
luz não é filtrada por atmosfera e nuvens. O Sol emite energia 7.700
vezes maior do que necessita a humanidade.
A agência espacial japonesa está envolvida na pesquisa, procurando
investimentos e apoio governamental para o projeto que poderá custar
bilhões de dólares. A agência já apresentou um projeto para uma
gigantesca plataforma com quatro quilômetros quadrados de paineis
solares.
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