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quinta-feira, 5 de abril de 2012

COP17 atrasa, chega ao fim, mas avanço é pequeno

O dia amanhecia no último domingo em Durban, África do Sul, quando a COP17, principal reunião climática do ano e organizada pelas Nações Unidas (ONU), chegou ao fim – com mais de um dia e meio de atraso. Com alguns acordos e resoluções, os negociadores das 194 nações envolvidas, ou ao menos aqueles que conseguiram remarcar o horário de seus voos, conseguiram escapar de um fracasso histórico.
Mas isto não significa que o encontro foi um sucesso. Pelo contrário. Embora o Protocolo de Quioto tenha sido renovado, o Fundo Verde ativado e um novo acordo prometido para 2020 com todos os países envolvidos, a sensação é de que, mais uma vez, os principais responsáveis pelas emissões de carbono fugiram das metas ambiciosas e imprescindíveis para o equilíbrio ambiental.
De acordo com ótima reportagem de O Eco , o que ficou decidido: O Protocolo de Quioto, que tinha previsão para terminar em 2012, agora foi renovado entre 2013 e 2017. Neste período, os países devem reduzir entre 24% e 40% de suas emissões de carbono com base no ano de 1990. O problema é que Estados Unidos, Canadá, Rússia e China estão fora. Depois, em 2020, todos os países se comprometeram a participar de um acordo global para reduzir o lançamento de GEE (Gases de Efeito Estufa) na atmosfera.
Segundo o Greenpeace, porém, há uma cláusula no texto da COP17 que pode tirar a força de lei do próximo acordo. E uma pergunta ficou totalmente sem resposta: entre 2017 e 2020, não haverá qualquer esforço para diminuir o impacto dos países em relação ao meio ambiente?
Uma boa notícia foi o Fundo Verde Clima. A partir de investimentos de países desenvolvidos e outras fontes de financiamento não especificadas, foi definido um montante de 100 bilhões de dólares por ano até 2020. O recurso será utilizado para estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas em países em desenvolvimento.
O resumo da ópera tocada na COP17, portanto, ficou assim: a decisão mais urgente foi postergada e a necessidade de tornar o acréscimo da temperatura menor do que 2º C até o fim do século fica cada vez mais distante.

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