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domingo, 1 de abril de 2012

Fotos premiadas captam manifestações da vida selvagem

O jornal “The Guardian” publicou uma série de fotografias que mostram diversas manifestações da vida selvagem – e frequentemente ameaçada – ao redor do mundo. Animais no frio congelante do atual inverno europeu, bichos que se misturam à paisagem e mesmo fotografias inusitadas vencedoras de prêmios internacionais são as atrações dessa coletânea.
Jenny Ross ganhou o primeiro lugar no concurso World Press 2011, na categoria Natureza, com essa icônica fotografia. Ela mostra um urso polar “perdido” em uma parede rochosa em Novaya Zemlya, ao norte da Rússia, tentando se alimentar de ovos de aves marinhas. Pode parecer estranho, e é. O urso só está ali graças aos efeitos do derretimento polar nessa região, que lhe impedem de estar mais próximo a áreas congeladas onde ainda vivem as focas, seu alimento tradicional.
Morcegos descansam em um tronco de árvore no Pantanal Mato-grossense. A área do Pantanal ainda é considerada um santuário de
biodiversidade, mas está em constante risco graças à cultura intensiva de soja e seu consequente desmatamento.
Um macaco grisalho procura abrigo para o frio encostando-se a um radiador no zoológico de Qingdao, na China. Uma forte onda de frio vem passando pelo país oriental, com regiões ao norte do rio Yangze enfrentando quedas drásticas de temperatura. Os bichinhos também sentem.
Aqui você vê a silhueta de um gharial, uma espécie de crocodilo com a boca estreita. Esse animal vive no centro-sul asiático em uma unidade de conservação no Parque Nacional de Chitwan. Os gharials já ocuparam todos os rios maiores do continente indiano, mas agora apresentam um declínio severo em sua população, com números que iam de cinco a dez mil indivíduos para menos de 230, em aproximadamente seis décadas. A unidade de Chitwan alimenta os repteis para depois liberá-los de volta ao ambiente.
Uma ave alpina quase esconde o sol durante voo acima da montanha Wendelstein, no sul da Alemanha. O frio “ataca” essa área da Europa a 1.838 metros de altitude, exigindo que os animais protejam-se em seus ninhos. A sorte na hora de caçar também é necessária e garante a manutenção do calor corporal desses pássaros. E, assim, a vida selvagem segue o seu rumo.

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