Total de visualizações de página

domingo, 1 de abril de 2012

MINHA CAAASA... ECO

Esqueça o aquecimento global e pense na sua casa

Em dezembro passado, aconteceu a COP17, encontro anual que reúne as nações signatárias da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU. O objetivo mais importante é costurar um acordo global que evite o aumento sem controle das emissões atmosféricas dos gases que provocam o efeito estufa, o tão temido aquecimento global.
Se você é uma das pessoas para quem as discussões internacionais tornaram-se muito complexas e o tópico um tanto quanto abstrato e distante, segue um conselho: esqueça o aquecimento global. Temos problemas ambientais muito sérios acontecendo ao nosso lado agora mesmo que merecem nossa atenção e exigem envolvimento e comprometimento para serem resolvidos. E, ajudando a resolvê-los, estaremos também dando nossa contribuição para que o problema do aquecimento global não seja agravado.
Para quem mora nas grandes e médias cidades brasileiras a lista dos problemas urgentes é longa. Se você mora em São Paulo, por exemplo, saiba que todo o lixo gerado em sua casa é exportado. Não existem mais aterros públicos em funcionamento na cidade e, por isso, a atividade de coleta e disposição dos resíduos em aterros sanitários particulares torna-se cada vez mais cara e mais poluente. São 17 mil toneladas de lixo que “viajam” para aterros  localizados em cidades vizinhas todos os dias. E nós pagamos por isso, seja como contribuintes, seja como cidadãos que respiram um ar cada vez mais poluído.
Estima-se que a baixa qualidade do ar seja responsável direta por cerca de 7.000 mortes por ano somente na cidade de São Paulo.  E o ar poluído também se relaciona com outro problema urgente, que é a questão da mobilidade urbana. Enquanto a frota de carros continua aumentando na maioria das cidades brasileiras, cresce o caos e a dificuldade em encontrar soluções para o trânsito. As alternativas viáveis para desatar esse nó passam pelo investimento em transporte público de boa qualidade, dando-se prioridade àqueles com baixo nível de emissões atmosféricas e o incentivo ao uso de meios de transporte alternativos não poluentes, como as bicicletas.
Não temos como influenciar diretamente os líderes mundiais para que eles possam finalmente chegar a um acordo global que assegure a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Mas o que precisa ser resolvido em escala global nada mais é do que a soma das soluções locais.
Como cidadãos, podemos nos mover e adotar novas atitudes, seja repensando nossa forma de consumo e maneiras para reduzir e reciclar nosso lixo, seja adotando ou apoiando os meios de transporte menos poluentes. E, mesmo sem pensar no aquecimento global, estaremos contribuindo diretamente para evitar dois dos seus maiores causadores.
*Letycia Janot (letyciajanot@iterconsultoria.com.br) e Maria Fernanda Franco(mffranco@iterconsultoria.com.br) são consultoras em sustentabilidade, sócias da Iter Consultoria (www.iterconsultoria.com.br) e fundadoras da ONG Igtiba, que  promove o consumo responsável tendo como principal projeto a iniciativa Água na Jarra (www.aguanajarra.com.br).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Seguidores