Desde a sua consolidação na Roma antiga, os espetáculos com
animais despertam grande interesse do público. Com truques
impressionantes, habilidades estimuladas ao extremo e toda a exuberância
dos espécimes exibidos, a produção desses espetáculos acaba encobrindo a
realidade triste na qual esses animais estão mergulhados.
Uma vida de maus tratos, privações e trabalhos forçados condenam
esses animais. Mas algumas autoridades já começam a se movimentar sobre o
tema. O governo grego, em iniciativa pioneira no continente europeu,
aprovou a proibição ao uso de animais em circos ou espetáculos similares.
A proibição desse tipo de atividade já havia sido consolidada no Peru
no ano passado, e vem sendo discutida por países da América, da Europa e
da Oceania. Países como Portugal e Dinamarca já estudam maneiras de
acabar com a prática gradualmente.
O governo grego foi influenciado pelo posicionamento dos grupos
Animal Defenders International (ADI) e Greek Animal Welfare Fund (GAWF) e
contou com o amparo de dezenas de grupos de defesa dos direitos animais
na Grécia.
O stress ao qual os animais são submetidos é imensurável. São
elefantes, tigres, leões, macacos e uma série de outras espécies que são
retirados de seus habitats naturais, sem direito a acompanhamento
veterinário adequado, confinados em jaulas e currais e descartados
quando a idade ou problemas de saúde os deixam impossibilitados.
O que patrocina essa atividade é o interesse das pessoas. A proibição ao uso de animais para esse fim na Grécia aponta para uma tendência que valoriza a preservação e o respeito aos animais como um todo.
* Com informações de Ciclo Vivo
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