Total de visualizações de página

domingo, 24 de março de 2013

History Channel - Nossa Senhora de Fátima - Fatos extraordinários.

Nossa Senhora de Fátima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nossa Senhora de Fátima
Virgen de Fátima.JPG
A imagem de Nossa Senhora na Capelinha das Aparições em Fátima.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima
Instituição da festa 1946[1]
Venerada pela Igreja Católica
Principal igreja Santuário de Fátima
Festa litúrgica 13 de maio
Atribuições Aparições de Fátima
"Virão modas que ofenderão muito Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem seguir essas modas. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o Mesmo".
N. Sra. de Fátima à B. Jacinta Marto
Gold Christian Cross no Red.svg Portal do Cristianismo
Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo os relatos da época e da Igreja Católica, apareceu repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de 1917. Estas aparições continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceito a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.
Fecha o ciclo de aparições iniciado em Paris, como Nossa Senhora das Graças, sucedida pela aparição em La Salette e Lourdes.

Índice

História

Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido presas e levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.

A famosa "Capelinha das Aparições" em Fátima (que marca o local exacto onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos).
A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época afirmaram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objecto luminoso que se destacou no céu, girando sobre si próprio e mudando de cor.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Síntese da Mensagem de Fátima

Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora de Fátima é o seguinte:
Cquote1.svg No decorrer de toda a Mensagem, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. Para mim, este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de , esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor.[2] Cquote2.svg
Na Exortação Apostólica Signum magnum, o Papa Paulo VI assim resumiu a mensagem da santa: {{Quote1|A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante.

Monumento


A igreja Nossa Senhora de Fátima deu nome ao bairro homônimo, situado no distrito da Sede, em Santa Maria / RS.
No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, Ceará a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz.[3]

Referências

  1. Nossa Senhora de Fátima. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Oeste 2. Página visitada em 28 nov. 2009.
  2. SANTOS, Lúcia de Jesus dos [Irmã Lúcia]. Como vejo a Mensagem ao longo do tempo e dos acontecimentos. Coimbra: Carmelo de Coimbra, Secretariado dos Pastorinhos, 2006, p. 48.
  3. CE: inaugurada maior estátua de Fátima do mundo. Terra Networks Brasil, São Paulo, 13 maio 2008. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2885443-EI8139,00.html>. Acesso em: 28 nov. 2009.

Bibliografia

Ver também

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Nossa Senhora de Fátima
(vários idiomas: inglês, português, espanhol, francês e outros)
Ver avaliações
Avaliar esta página
Credibilidade
Imparcialidade
Profundidade
Redação

sexta-feira, 22 de março de 2013

2013 é o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Extrema abriga um dos projetos mais importantes de conservação.


17/03/2013 09h15 - Atualizado em 21/03/2013 12h03

Projeto em Extrema, MG, reconhece e paga por serviços ambientais

2013 é o Ano Internacional de Cooperação pela Água.
Extrema abriga um dos projetos mais importantes de conservação.

Do Globo Rural
16 comentários
Nascentes alimentam riachos que formam o Jaguari, rio que é bebido inteirinho pela população da região metropolitana de São Paulo.
O trabalho de recuperação que acontece nas encostas já valeu vários prêmios. O mais recente foi entregue na semana passada em Dubai, Emirados Árabes, um importante prêmio da ONU, que reconhece o projeto “Produtor de Água” como uma das melhores práticas mundiais de conservação.
O Globo Rural acompanha este projeto desde o início. Em 2008 agricultores foram registrados no caixa da prefeitura recebendo dinheiro pela conservação das nascentes em um programa pioneiro de pagamento por serviços ambientais com recursos do município, de ONGs e dos governos estadual e federal.
Na época, o conservador das águas tinha 40 contratos, eram 40 propriedades, e cobria uma área de 1,2 mil hectares. Agora, já são 150 propriedades, totalizando 7,3 mil hectares, o equivalente a quase 9 mil campos de futebol como o Maracanã, que passaram a contribuir para uma melhor e maior produção de água no município.
É notável a melhoria das técnicas na expansão do projeto. No começo de tudo, o material de fazer cerca subia a montanha no lombo de uma mulinha, hoje eles já contam com o apoio de tratores para levar mourões, arame, ferramentas e mudas.
O grupo de reflorestamento, que tinha quatro pessoas, já conta com 20 trabalhadores feito linha de montagem. Uma turma vai na frente, abrindo as coroas e, para abrir as covas, em vez das antigas cavadeiras, uma máquina perfuradora de solo faz o buraco. Alguém joga o adubo e também mecanicamente, é feita a implantação da muda. A plantadeira deposita hidrogel no fundo da cova, assegurando umidade à raiz por longo tempo, evitando irrigação e garantindo um pegamento de 95%, segundo o gerente da equipe, Arlindo Cortez.

A nova metodologia agregou a conservação das encostas. Em uma primeira empreitada, 40 quilômetros de canais foram abertos, técnica milenar que evita erosão e retém mais água no terreno.
Extrema virou uma vitrine de bons exemplos e a expectativa era de que a experiência se alastrasse país afora, mas até agora é bem pequena no Brasil a quantidade de programas que pagam o produtor rural pela prestação de serviços ambientais. Não passa de 20 o número de projetos em todo o território nacional.
Confira o vídeo com a reportagem completa e conheça outros exemplos individuais de produtores e as dificuldades para o assunto virar política de estado.
tópicos:
veja também

16 comentários


  • Denilson Oliveira ontem
    Lamentavelmente no Brasil tem o maldito jogo de interesses. Este projeto existe apenas pq sem ele a Cidade de Sao Paulo ficaria sem água. O projeto que implantaria o mesmo sistema em todo o Brasil tá lá no congresso jogado às traças. E quando sair de lá, certamente as verbas irão parar nos bolsos dos políticos corruptos.
  • Alaide Coelho ontem
    Adorei o programa de Extrema.Sou do norte de minas é recebi de herença uma pequena area de terra na margem de um rio na encosta de serras ,tenha nascentes.Como faço para proteje-las? que orgão procurar?
  • Milena Costa ontem
    Gostei muito da entrevista. Estamos realizando em nosso grupo de estudo acadêmico uma análise do programa produtor de água.

quarta-feira, 13 de março de 2013

E TEM "GENTE" QUE SE DIVERTE COM ISSO - CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA AO QUE CHAMAM DE "FORRÓ" DE HOJE EM DIA.

'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na plateia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Observação:
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (e deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou. Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta 'sou sua cachorrinha', aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes e de bom gosto? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, porque tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto... Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de 'forró' ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida! 

Raquel Xavier Quirino

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tangerina


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaTangerina
Citrus reticulata
Citrus reticulata
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Rutaceae
Género: Citrus
Espécie: C. reticulata
Nome binomial
Citrus reticulata
Blanco
A tangerina (Citrus reticulata), também laranja-mimosa, mandarina, fuxiqueira, ponkan, laranja-cravo, mimosa, vergamota, clementina, bergamota ou mexerica[1], é uma fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. Parece ser uma antiga espécie selvagem [2], nativa da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima subtropical e tropical úmido).

Índice

Etimologia

"Tangerina" vem de "laranja tangerina", isto é, "laranja de Tânger[1]". "Bergamota" e "vergamota" vêm do turco beg armudi, "pera do príncipe", através do italiano bergamotta ou do francês bergamotte[3]. "Mandarina" vem do castelhano mandarina[4].

Denominação regional

Bergamota ou vergamota são as denominações dadas à tangerina na Região Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul.
Mexerica é um termo mais comum nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, especialmente em Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde faz-se distinção da mexerica, Citrus reticulata, com a tangerina ou tangerina-verdadeira, Citrus tangerine, da mesma forma que a língua inglesa (onde a mexerica é uma mandarin orange, e uma tangerina é uma tangerine).
Em alguns estados da Região Nordeste do Brasil, é conhecida como laranja-cravo.
Nos estados do Piauí e Maranhão, é conhecida também como tanja, sendo isto uma redução para tangerina.
Em alguns poucos lugares, como em Curitiba, é chamada de mimosa.
No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, qualquer qualidade de tangerina é chamada poncã.
Em Goiás e em São Paulo a fruta é popularmente conhecida por mexerica, já ponkan ou poncã é usado para denominar apenas uma das variedades comerciais e que tem a casca macia e solta dos gomos.

Cultivo

As variedades mais cultivadas de tangerina são conhecidas como:
  • Mexerica
  • Poncã
  • Dancy
  • Laranja-cravo (ou tangerina-cravo)
  • Montenegrina
  • Dekopon
  • GTDH-alfaesterase
  • Citrus nobilis Lour.[5][6]
Existe também uma cultura híbrida chamada murcott, uma mistura de tangerina e laranja, que é mais apropriada para a produção de sucos, sendo este bastante nutritivo, abundante, saudável e saboroso.

Plantio

Normalmente, é colhida entre os meses de maio a agosto, mas a safra pode ir de abril a setembro.
A árvore é de porte mediano, com espinhos nos galhos, como forma de proteção, com flores brancas e aromáticas, semelhantes à laranjeira.
A casca possui concentrações elevadas de vitaminas A, B1, B2, Niacina, Vitamina C, cálcio e fósforo, podendo ser usada para fazer doces e geleias.
As variedades mais conhecidas são a cravo, monte-negrina, mexerica, poncã e mandarina, sendo mais comerciais as mexericas, para consumo natural e a morgote, para produção de sucos.

Valor nutricional

Tangerina natural sem casca
Valor nutricional por 100 g (4 oz)
Energia 200 kJ (50 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais g

Gorduras
Gorduras totais 0.3 g

Proteínas
Proteínas totais g

Água 86 g
Vitaminas
Vitamina C 30 mg (36%)

Minerais
Magnésio 11 mg (3%)
Potássio 210 mg (4%)

Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
O valor nutritivo do suco ou da polpa varia conforme a espécie, mas é sempre boa fonte de vitaminas A e C e sais minerais como potássio, cálcio e fósforo. A vitamina C é essencial para o sistema imunológico. A vitamina A é indispensável para a saúde dos olhos e da pele e aumenta a resistência às infecções. As vitaminas do complexo B fortificam os nervos.
A tangerina é considerada grande fonte de magnésio. O ser humano precisa de magnésio, apresentando maior concentração desse mineral nos ossos e músculos. Ele tem papel importante na síntese das proteínas, na contratilidade muscular e na excitabilidade dos nervos.
Popularmente, a tangerina é conhecida pelo seu efeito diurético, digestivo e aumento na eficiência física. Não existem evidências científicas que indiquem seu uso na hipertensão arterial ou na prevenção da arterioesclerose. É laxativa, pois apresenta grande quantidade de fibras, devendo ser ingerida com o bagaço para melhorar o funcionamento do intestino. Também não existem evidências que recomendem a tangerina como protetor de outras doenças como câncer, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares. O chá das folhas é considerado popularmente como calmante. Conserva-se bem em geladeira por até três semanas.

Principais produtores

Dos frutos cítricos, em relação ao que é produzido mundialmente sua produção corresponde a 16% da produção mundial anual.
Os 10 maiores produtores— 2005
(milhares de toneladas)
 China 11 395
 Espanha 2 125
Brasil 1 270
Flag of Japan.svg Japão 1 132
 Irã 720
 Tailândia 670
 Egito 665
Paquistão 587
 Itália 585
 Turquia 585
Total mundial 19 734,84
Fonte: (FAO)[1]

Ver também

Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.1 646,1 647
  2. (em inglês) Nicolosi, E.; Deng, Z.N.; Gentile, A.; La Malfa, S.; Continella, G. & Tribulato, E., 2000, Citrus phylogeny and genetic origin of important species as investigated by molecular markers. Theoretical and Applied Genetics 100(8): 1155-1166. doi:10.1007/s001220051419 (resumo em HTML).
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.250
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 076
  5. "Tangerinas ou mandarinas", por Luiz Carlos Donadio, Eduardo Sanches Stuchi, Fábio Luiz de Lima Cyrillo. Jaboticabal : Funep, 1998. Boletim Citrícola, 5.
  6. Sciname Finder: Citrus nobilis Lour.

Ligações externas


Alimentos  |  Lista de frutas  |  Lista de vegetais
Ver avaliações
Avaliar esta página
Credibilidade
Imparcialidade
Profundidade
Redação

Seguidores