Cavernas de areia no Egito exibem as
representações mais antigas de sereias. Criaturas humanas com caudas
foram desenhadas nas paredes das cavernas, caçando com arpões e redes.
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A
Teoria do macaco aquático, ou mais propriamente
hipótese do macaco aquático, é um modelo não considerado científico proposto para explicar a
evolução humana. Esta hipótese bem como as suas variantes tem recebido muitas críticas de
paleontólogos e de paleoantropólogos.
Hipóteses
A Teoria Aquática parte de uma série de características típicas do ser humano:
pele pouco provida de cobertura
pilosa,
postura ereta, grande quantidade de
gordura subcutânea, grande habilidade em respeito à atividades
natatórias e de
mergulho para enfatizar a possibilidade de existência de uma fase "semi-aquática" na origem dos primeiros
hominídeos.
Esta teoria é conhecida por vários nomes. Em inglês ela é chamada
Aquatic Ape Theory ("
teoria do primata aquático") ou também
Aquatic Ape Hypothesis. Em alemão se usam os termos
Wassertheorie ("teoria aquática") ou
Wasseraffentheorie ("teoria do primata aquático"); em relação a uma teoria mais antiga existe também o termo
Aquatile Hypothese,
que foi usado pelo médico alemão Max Westenhöfer, o primeiro autor
desta hipótese contrária ao modelo atualmente aceito pela ciência o das
Savanas.
É preciso ressaltar que não se deve utilizar o nome "teoria" para
esta hipótese, pois ela não possui evidências factuais, nem argumentação
consistente. Não é falseável nem parcimoniosa. Por estes motivos não é
aceita pela comunidade científica. Ver
http://johnhawks.net/weblog/topics/pseudoscience/aquatic_ape_theory.html
Teoria da savana
A história evolutiva do ser humano está intrinsecamente ligada à chamada Teoria da
Savana. Esta teoria parte da ideia que os primeiros
hominídeos se originaram primordialmente nas savanas
africanas. Segundo esta teoria esses ancestrais dos seres humanos "desceram das
árvores"
e se adaptaram a uma vida nos campos abertos. A maior parte das
características anatômicas do ser humano foram desenvolvidas a este novo
modo de vida, segundo esta teoria.
A origem desta teoria é normalmente atribuída a
Raymond Dart.
A maior parte dos paleoantropólogos acreditam que a Teoria da Savana
surgiu como consequência dos descobrimento de um fóssil hominídeo,
popularmente conhecido como Taung-Baby ("
Criança de Taung"), um
Australopithecus africanus. Os primeiros fósseis de
A. africanus foram encontrados na
Africa do Sul em 1924; a descrição desta descoberta foi feita na revista
Nature por Raymond Dart em 1925.
Na verdade fósseis anteriores como Sahelanthropus tchadensis,
descobertos por Michael Brunet e outros como Orrorin tugensis também são
evidências comprobatórias do modelo savana.
Em 1993 um cientista brasileiro (Renato Bender) de residência na
Suíça
iniciou uma análise histórica da Teoria da Savana. Em 1999 Bender
apresentou os resultados desta pesquisa em uma dissertação no Instituto
de Esportes e Ciências Esportivas da Universidade de
Berna. Esta dissertação traz o título (traduzido)
A base biológica e evolutiva da natação, do mergulho e da locomoção ereta na água do ser humano.
Neste trabalho foi demonstrado que a Teoria da Savana não tem sua
origem no trabalho de Raymond Dart. Bender provou que a ideia de uma
adaptação a uma vida nos "campos abertos" é muito antiga, tendo sido já
mencionada em 1809 pelo cientista francês
Jean-Baptiste de Lamarck.
A partir desta análise Bender sugeriu que a Teoria da Savana se
denominasse "Freilandhypothesen", uma palavra alemã que pode ser
traduzida pela expressão "Hipótese dos Campos Abertos" (HCA). Bender
insistiu no uso desta expressão no plural, a fim de abranger as
diferentes versões deste grupo de especulações que foram publicadas nos
últimos 200 anos da história da HCA. Totalmente independente de Bender e
a partir de outras considerações o Professor
Phillip Tobias, um paleoantropólogo de renome internacional da Àfrica do Sul, sugeriu também um distanciamento das HCA.
Através desta gradual perda de suporte na HCA começaram os cientistas
a se interessar por explicações alternativas dentro do mundo
científico.
[carece de fontes]
Os argumentos básicos da teoria aquática
Embora o ser humano tenha uma similaridade genética muito grande com outros
primatas, ele possui vários caracteres totalmente distintos desses animais, como a redução progressiva dos
pêlos do corpo, a postura ereta e a grande quantidade de
gordura subcutânea.
Entre os caracteres de comportamento se salientam a habilidade
natatória e a tendência do ser humano de entrar na água por prazer ou
para se refrescar. Embora grande parte dos animais terrestres tenham a
capacidade de nadar à superfície da água, poucos são capazes de nadar e
mergulhar; o ser humano é uma exceção neste aspecto.
Estes caracteres são realmente pouco usuais para um primata vivendo na savana. O
babuíno
é um entre vários primatas admiravelmente adaptados a uma vida em
campos abertos; porém neste animal (como em um animal típico das
savanas)
não podemos encontrar nenhum destes caracteres típicamente humano.
Porém pode-se explicar a perda de pêlos pela evolução conjunta com o
bipedalismo o que auxiliaria uma consequente perda de calor corporal
para um primata bípede e ereto, lembrando que pelagem densa aumenta o
calor corporal, o que é inviável em uma savana.
Porém foram inicialmente estas características que atraíram a atenção
de duas pessoas que sugeriram que o ser humano desenvolveu estes
componentes anatômicos e fisiológicos em uma fase semi-aquática na
filogenia de nossa espécie.
Surgimento da teoria aquática
O primeiro autor desta teoria foi um
patologista
alemão de nome Max Westenhöfer (1871-1957). e o segundo foi o biólogo
marinho inglês Alister Hardy (1896-1985), que defendem praticamente a
mesma hipótese, sem ter conhecimento do trabalho de Max Westenhöfer. Ele
sugeriu que os antepassados do ser humano há milhões de anos iniciaram
uma fase semi-aquática, colhendo
moluscos e outros animais à beira da
praia.
Nesta fase semi-aquática os antigos hominídeos se adaptaram ao novo
ambiente, perdendo o pêlo (como vários outros animais aquáticos como o
golfinho, o dugongo ou o
hipopótamo,
mamíferos que se adaptaram a uma vida aquática), desenvolvendo uma camada de
gordura para diminuir a perda de calor na água, e desenvolvendo a postura ereta a fim de poder adaptar uma postura
hidrodinâmica durante mergulhos em pouca profundidade ou durante natação à superfície da água.
Poucos cientistas prestaram atenção a essas hipóteses. Em 1972 a
jornalista inglesa Elaine Morgan publicou um livro sobre esse assunto. O
estilo popular e as declarações
feministas
nesta obra fizeram com que muitas pessoas se interessassem pela teoria,
mas tendo uma reação negativa por parte do mundo científico.
Atualmente a Teoria Aquática está sendo defendida por várias pessoas,
se destacando entre elas Elaine Morgan, Marc Verhaegen, Renato Bender,
Nicole Bender-Oser e Algis Kuliukas.
Bibliografia
- Bender, Renato: Die evolutionsbiologische Grundlage des menschlichen
Schwimmens, Tauchens und Watens: Konvergenzforschung in den
Terrestrisierungshypothesen und in der Aquatic Ape Theory. Dissertação
no Instituto de Esporte e Ciência Esportiva, Universidade de Berna
(1999).
- Bender, Renato; Verhaegen, Marc und Oser, Nicole: Der Erwerb
menschlicher Bipedie aus der Sicht der Aquatic Ape Theory in:
Anthropologischer Anzeiger 55 (1), 1-14 (1997).
- Bender, Renato und Oser, Nicole: Gottesanbeterinnen, Maulwürfe und Menschen. Unipress 95, 20-26 (1997)
- Bender-Oser, Nicole: Die Aquatile Hypothese zum Ursprung des
Menschen: Max Westenhöfer's Theorie und ihre Bedeutung für die
Anthropologie. - Dissertação médica na Universidade de Berna.
- Hardy, Alister: Was man more aquatic in the past in: New Scientist vom 17. März 1960
- Langdon, John H.: Umbrella hypotheses and parsimony in human evolution in: Journal of Human Evolution 33.1997 – S. 479–494
- Morgan, Elaine: The Aquatic Ape: A Theory of Human Evolution
- Morgan, Elaine: The Scars of Evolution: What Our Bodies Tell us about Human Evolution
- Morgan, Elaine: The Aquatic Ape Hypothesis: The Most Credible Theory of Human Evolution
- Niemitz, Carsten: Das Geheimnis unseres aufrechten Gangs: unsere Evolution verlief anders. München: Beck, 2004.
- Westenhöfer, Max: Der Eigenweg des Menschen: dargestellt auf Grund
von vergleichend morphologischen Untersuchungen über die Artbildung und
Menschwerdung. Berlin: Die Medizinische Welt, 1942
- Westenhöfer, Max: Die Grundlagen meiner Theorie vom Eigenweg des
Menschen: Entwicklung, Menschwerdung, Weltanschauung. Heidelberg:
Winter, 1948
Ligações externas