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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

o segredo do abismo

The Abyss

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The Abyss
O Abismo (PT)
O Segredo do Abismo (BR)
 Estados Unidos
1989 •  cor •  146 min 
Produção
Direção James Cameron
Roteiro James Cameron
Elenco original Ed Harris
Mary Elizabeth Mastrantonio
Michael Biehn
Leo Burmester
Todd Graff
Género suspense, ficção científica
Idioma original inglês

Página no IMDb (em inglês)
Portal de Cinema
The Abyss (pt: O Abismo / br: O Segredo do Abismo) é um filme americano de 1989, do gênero suspense e ficção científica, realizado e escrito por James Cameron.
Para este filme foram necessárias oito semanas de filmagens subaquáticas. Os efeitos especiais inovadores, usados para dar forma aos alienígenas subaquáticos, foram depois reutilizados pelo diretor em seu filme seguinte, Terminator 2: Judgment Day, para criar o fabuloso andróide T 1000.

Sinopse

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.
Este thriller de primeira classe, filmado debaixo de água, conta a história do inexplicável naufrágio de um submarino americano.
Uma equipe de cientistas em uma plafaforma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a "Operação Salvo", a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.
Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco principal

Ligações externas

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Teoria do macaco aquático


Cavernas de areia no Egito exibem as representações mais antigas de sereias. Criaturas humanas com caudas foram desenhadas nas paredes das cavernas, caçando com arpões e redes.


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A Teoria do macaco aquático, ou mais propriamente hipótese do macaco aquático, é um modelo não considerado científico proposto para explicar a evolução humana. Esta hipótese bem como as suas variantes tem recebido muitas críticas de paleontólogos e de paleoantropólogos.

Hipóteses

A Teoria Aquática parte de uma série de características típicas do ser humano: pele pouco provida de cobertura pilosa, postura ereta, grande quantidade de gordura subcutânea, grande habilidade em respeito à atividades natatórias e de mergulho para enfatizar a possibilidade de existência de uma fase "semi-aquática" na origem dos primeiros hominídeos.
Esta teoria é conhecida por vários nomes. Em inglês ela é chamada Aquatic Ape Theory ("teoria do primata aquático") ou também Aquatic Ape Hypothesis. Em alemão se usam os termos Wassertheorie ("teoria aquática") ou Wasseraffentheorie ("teoria do primata aquático"); em relação a uma teoria mais antiga existe também o termo Aquatile Hypothese, que foi usado pelo médico alemão Max Westenhöfer, o primeiro autor desta hipótese contrária ao modelo atualmente aceito pela ciência o das Savanas.
É preciso ressaltar que não se deve utilizar o nome "teoria" para esta hipótese, pois ela não possui evidências factuais, nem argumentação consistente. Não é falseável nem parcimoniosa. Por estes motivos não é aceita pela comunidade científica. Ver http://johnhawks.net/weblog/topics/pseudoscience/aquatic_ape_theory.html

Teoria da savana

A história evolutiva do ser humano está intrinsecamente ligada à chamada Teoria da Savana. Esta teoria parte da ideia que os primeiros hominídeos se originaram primordialmente nas savanas africanas. Segundo esta teoria esses ancestrais dos seres humanos "desceram das árvores" e se adaptaram a uma vida nos campos abertos. A maior parte das características anatômicas do ser humano foram desenvolvidas a este novo modo de vida, segundo esta teoria.
A origem desta teoria é normalmente atribuída a Raymond Dart. A maior parte dos paleoantropólogos acreditam que a Teoria da Savana surgiu como consequência dos descobrimento de um fóssil hominídeo, popularmente conhecido como Taung-Baby ("Criança de Taung"), um Australopithecus africanus. Os primeiros fósseis de A. africanus foram encontrados na Africa do Sul em 1924; a descrição desta descoberta foi feita na revista Nature por Raymond Dart em 1925.
Na verdade fósseis anteriores como Sahelanthropus tchadensis, descobertos por Michael Brunet e outros como Orrorin tugensis também são evidências comprobatórias do modelo savana.
Em 1993 um cientista brasileiro (Renato Bender) de residência na Suíça iniciou uma análise histórica da Teoria da Savana. Em 1999 Bender apresentou os resultados desta pesquisa em uma dissertação no Instituto de Esportes e Ciências Esportivas da Universidade de Berna. Esta dissertação traz o título (traduzido) A base biológica e evolutiva da natação, do mergulho e da locomoção ereta na água do ser humano. Neste trabalho foi demonstrado que a Teoria da Savana não tem sua origem no trabalho de Raymond Dart. Bender provou que a ideia de uma adaptação a uma vida nos "campos abertos" é muito antiga, tendo sido já mencionada em 1809 pelo cientista francês Jean-Baptiste de Lamarck.
A partir desta análise Bender sugeriu que a Teoria da Savana se denominasse "Freilandhypothesen", uma palavra alemã que pode ser traduzida pela expressão "Hipótese dos Campos Abertos" (HCA). Bender insistiu no uso desta expressão no plural, a fim de abranger as diferentes versões deste grupo de especulações que foram publicadas nos últimos 200 anos da história da HCA. Totalmente independente de Bender e a partir de outras considerações o Professor Phillip Tobias, um paleoantropólogo de renome internacional da Àfrica do Sul, sugeriu também um distanciamento das HCA.
Através desta gradual perda de suporte na HCA começaram os cientistas a se interessar por explicações alternativas dentro do mundo científico.[carece de fontes]

Os argumentos básicos da teoria aquática

Embora o ser humano tenha uma similaridade genética muito grande com outros primatas, ele possui vários caracteres totalmente distintos desses animais, como a redução progressiva dos pêlos do corpo, a postura ereta e a grande quantidade de gordura subcutânea. Entre os caracteres de comportamento se salientam a habilidade natatória e a tendência do ser humano de entrar na água por prazer ou para se refrescar. Embora grande parte dos animais terrestres tenham a capacidade de nadar à superfície da água, poucos são capazes de nadar e mergulhar; o ser humano é uma exceção neste aspecto.
Estes caracteres são realmente pouco usuais para um primata vivendo na savana. O babuíno é um entre vários primatas admiravelmente adaptados a uma vida em campos abertos; porém neste animal (como em um animal típico das savanas) não podemos encontrar nenhum destes caracteres típicamente humano. Porém pode-se explicar a perda de pêlos pela evolução conjunta com o bipedalismo o que auxiliaria uma consequente perda de calor corporal para um primata bípede e ereto, lembrando que pelagem densa aumenta o calor corporal, o que é inviável em uma savana.
Porém foram inicialmente estas características que atraíram a atenção de duas pessoas que sugeriram que o ser humano desenvolveu estes componentes anatômicos e fisiológicos em uma fase semi-aquática na filogenia de nossa espécie.

Surgimento da teoria aquática

O primeiro autor desta teoria foi um patologista alemão de nome Max Westenhöfer (1871-1957). e o segundo foi o biólogo marinho inglês Alister Hardy (1896-1985), que defendem praticamente a mesma hipótese, sem ter conhecimento do trabalho de Max Westenhöfer. Ele sugeriu que os antepassados do ser humano há milhões de anos iniciaram uma fase semi-aquática, colhendo moluscos e outros animais à beira da praia. Nesta fase semi-aquática os antigos hominídeos se adaptaram ao novo ambiente, perdendo o pêlo (como vários outros animais aquáticos como o golfinho, o dugongo ou o hipopótamo, mamíferos que se adaptaram a uma vida aquática), desenvolvendo uma camada de gordura para diminuir a perda de calor na água, e desenvolvendo a postura ereta a fim de poder adaptar uma postura hidrodinâmica durante mergulhos em pouca profundidade ou durante natação à superfície da água.
Poucos cientistas prestaram atenção a essas hipóteses. Em 1972 a jornalista inglesa Elaine Morgan publicou um livro sobre esse assunto. O estilo popular e as declarações feministas nesta obra fizeram com que muitas pessoas se interessassem pela teoria, mas tendo uma reação negativa por parte do mundo científico.
Atualmente a Teoria Aquática está sendo defendida por várias pessoas, se destacando entre elas Elaine Morgan, Marc Verhaegen, Renato Bender, Nicole Bender-Oser e Algis Kuliukas.

Bibliografia

  • Bender, Renato: Die evolutionsbiologische Grundlage des menschlichen Schwimmens, Tauchens und Watens: Konvergenzforschung in den Terrestrisierungshypothesen und in der Aquatic Ape Theory. Dissertação no Instituto de Esporte e Ciência Esportiva, Universidade de Berna (1999).
  • Bender, Renato; Verhaegen, Marc und Oser, Nicole: Der Erwerb menschlicher Bipedie aus der Sicht der Aquatic Ape Theory in: Anthropologischer Anzeiger 55 (1), 1-14 (1997).
  • Bender, Renato und Oser, Nicole: Gottesanbeterinnen, Maulwürfe und Menschen. Unipress 95, 20-26 (1997)
  • Bender-Oser, Nicole: Die Aquatile Hypothese zum Ursprung des Menschen: Max Westenhöfer's Theorie und ihre Bedeutung für die Anthropologie. - Dissertação médica na Universidade de Berna.
  • Hardy, Alister: Was man more aquatic in the past in: New Scientist vom 17. März 1960
  • Langdon, John H.: Umbrella hypotheses and parsimony in human evolution in: Journal of Human Evolution 33.1997 – S. 479–494
  • Morgan, Elaine: The Aquatic Ape: A Theory of Human Evolution
  • Morgan, Elaine: The Scars of Evolution: What Our Bodies Tell us about Human Evolution
  • Morgan, Elaine: The Aquatic Ape Hypothesis: The Most Credible Theory of Human Evolution
  • Niemitz, Carsten: Das Geheimnis unseres aufrechten Gangs: unsere Evolution verlief anders. München: Beck, 2004.
  • Westenhöfer, Max: Der Eigenweg des Menschen: dargestellt auf Grund von vergleichend morphologischen Untersuchungen über die Artbildung und Menschwerdung. Berlin: Die Medizinische Welt, 1942
  • Westenhöfer, Max: Die Grundlagen meiner Theorie vom Eigenweg des Menschen: Entwicklung, Menschwerdung, Weltanschauung. Heidelberg: Winter, 1948

Ligações externas


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CICLO VIVO - POLUIÇÃO DA ÁGUA: COMO ACABAR COM


5 soluções naturais para acabar com a poluição da água
27 de Novembro de 2013 • Atualizado às 16h08

Para enfrentar a poluição da água, que compromete a qualidade de vida, a economia, e, principalmente, a sobrevivência das pessoas, a comunidade científica vem desenvolvendo alternativas simples e bem inusitadas, que utilizam apenas recursos naturais de baixo custo para “virar o jogo” em nome da sustentabilidade. Separamos cinco soluções que a ciência encontrou, na própria natureza, para garantir o consumo de água limpa para todas as pessoas.

Foto: Fernando Stankuns/Flickr
Cascas de banana
Depois de ficarem uma semana expostas ao sol, as cascas de banana produzem um pó capaz de retirar 65% dos metais pesados encontrados numa amostra de água contaminada, sobretudo urânio, cádmio, chumbo e níquel. O método simples foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e, além de encontrar uma destinação viável para o resíduo orgânico, também não utiliza energia elétrica ao longo do processo.

Foto: Saucy Salad/Flickr
Coentro
Muito utilizada na culinária brasileira, a erva aromática consegue retirar vários metais pesados da água, como o níquel. A descoberta veio depois que um grupo de pesquisadores mexicanos observou a eficiência do coentro na desintoxicação do organismo, e passou a utilizar o potencial da planta para filtrar as águas de um importante sistema de irrigação nas proximidades da Cidade do México.

Foto: SoraZG/Flickr
Cebola e Alho
Os indianos da Universidade de Deli montaram um filtro com pedaços de cebola e alho, e comprovaram que os vegetais utilizados para dar sabor às refeições também são capazes de retirar altas quantidades de ferro, chumbo, mercúrio, estanho e até arsênico do líquido contaminado. A alternativa é uma solução natural e de baixo custo, viável para o mundo inteiro – sobretudo para o país, que, além de enfrentar um cenário ambientalmente degradado, também possui boa parte de sua população abaixo da linha da pobreza.

Foto: alisman/SXC.HU
Acácia branca
As flores e folhas da acácia branca conseguem deixar límpida a água turva e escondem propriedades milagrosas que matam muitos dos vírus e bactérias que se reproduzem na água contaminada, responsáveis por várias doenças preocupantes – como, por exemplo, a diarreia, uma das que mais fazem vítimas ao redor do mundo.

Foto: Hollyereid/SXC.HU

Extrato de cacto
Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa (EUA), descobriram que o líquido retirado do cacto pode remover todos os sedimentos e exterminar as bactérias encontradas na água contaminada, por meio de um método barato e eficiente. A prática faz parte da tradição dos astecas, e já era realizada México bem antes da realização da pesquisa norte-americana.
Redação CicloVivo

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sábado, 16 de novembro de 2013

Os Illuminati Emburrecendo a Sociedade

História do racismo

História do racismo

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O racismo tem sido visto de formas muito diferentes ao longo da história.

Cronologia do racismo

Antiguidade e Idade Média

Na antiguidade, entre diversos povos, as relações eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia.
Por muito tempo o racismo permaneceu de uma forma mais xenofóbica do que racial propriamente dita, permanecendo latente até a época de expansão das nações europeias.
Com o avançar das conquistas territoriais e culturais dos povos europeus, ainda na Idade Média não havia necessariamente o racismo da forma como manifestado futuramente, o que havia era o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa. Isto ocorria devido ao poder político da igreja cristã que justificava submissão de povos conquistados de forma incorporá-los à cristandade. Porém, àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que gerava sentimentos racistas por parte dos vencedores e dos submetidos.

Renascimento

À medida que a tecnologia foi avançando, a Europa iniciou sua caminhada em direção à conquista econômica e tecnológica sobre o mundo.
Começaram então a surgir ideologias justificando o domínio da Europa sobre as demais regiões. Entre estas novas ideias, estavam aquelas doutrinas que alegavam existir na Europa uma raça superior. Segundo consta, aquela raça era destinada por Deus e pela história a comandar o mundo e dominar as raças que não eram europeias, consideradas inferiores.

Chegada dos conquistadores portugueses à África

Quando ocorreram os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era aceito como uma forma de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade.

Ameríndios e negros

Foi durante a expansão espanhola e portuguesa na América que surgiu a ideia de se buscar uma sustentação ideológica influenciada pela religião de que os índios não eram seres humanos. Estes eram animais e portanto era justificada por Deus a sua exploração para o trabalho, desta forma eram socialmente aceitos os suplícios a que eram submetidos, estendendo-se logo esta crença para a raça azul.
No Brasil os negros foram trazidos para serem escravos nos engenhos de cana de açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiro habitantes brasileiros do qual se tem relato. A Igreja Católica era contra a predação dos ameríndios, pois queria catequizá-los, e assim obter novos adeptos à religião católica, já que a Europa passava por uma reforma religiosa em alguns de seus países. A Igreja Católica se opunha decisivamente à escravidão negra, e embora alguns achem que acreditava-se que os negros não tinham almas, sempre existiram inúmeros santos negros. O convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com os povos brancos e com os animais por eles domesticados, e juntamente com a motivação financeira, decorrentes do fato do tráfico negreiro ter sido a maior fonte de renda do período colonial, foram usados como justificativas para a escravização negra.
Mais tarde, quando os europeus começaram a colonizar a África no século XIX, eles começaram a apresentar justificativas piores para a implementação da cultura e modo de vida europeus às sociedades negras; uma dessa justificativas foi a ideia errônea de que os negros eram uma raça inferior. Assim, passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. O caso mais extremo foi a instituição do apartheid na África do Sul, em que essa discriminação foi suportada por leis decretadas pelo Estado.

O racismo como fenômeno social

O racismo, como fenômeno comportamental e social, procura afirmar que existem raças puras, e que estas são superiores às demais; desta forma, procura justificar a hegemonia política, histórica e econômica.
Do ponto de vista racial, os grupos humanos atuais em sua maioria são produto de mestiçagens. A evolução das espécies incluindo a humana e o sexo facilitaram a mistura racial durante as eras. Afirmar que existe raça pura torna ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos e genéticos estáveis. Portanto, quando se aplica ao ser humano o conceito de pureza biológica, o que ocorre é uma confusão entre grupo biológico e grupo linguístico ou nacional.
As raças, nós as inventamos e nós as levamos a sério por séculos, mas já sabemos o bastante para largar mão delas. Hoje em dia sabemos que somos todos parentes e todos diferentes, de acordo com o feliz slogan criado pelo geneticista francês André Longaney, e não é preciso ter feito estudos aprofundados para convencer-se disso.1

No Brasil

O surgimento do racismo no Brasil começou no período colonial, quando os portugueses trouxeram os primeiros negros, vindos principalmente da região onde atualmente se localizam Nigéria e Angola.
Os negros foram trazidos ao Brasil para servirem de escravos nos engenhos de cana-de-açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiros habitantes brasileiros do qual se tem relato.
A Igreja Católica era contra a predação dos ameríndios, pois queria catequizá-los, assim obteriam novos adeptos a religião católica, já que a Europa passava por uma reforma religiosa em alguns países onde surgiam novas religiões. A mesma Igreja também se mostrou vivamente contrária à escravidão tanto de negros quanto de índios, como atestam as bulas "Carta Apostólica In Supremo" (assinada pelo Papa Gregório XVI) e "Veritas Ipsa" (assinada pelo Papa Paulo III), condenando a escravatura e anunciando que a Palavra de Deus é direito de todos os seres humanos.
Um mito muito divulgado é o de que a Igreja negava que negros tivessem alma, o que vai contra fatos como a canonização de santos negros como Santa Ifigênia e São Elesbão, que viveram na Antiguidade. Montesquieu, pensador iluminista, acreditava que os negros não tinham almas e que isto justificaria sua escravização e provavelmente foi daí que nasceu o mito contra a Igreja.
Outras motivações para a escravidão negra foram o convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com povos brancos e a domesticação dos animais utilizados por eles, e juntamente com a motivação financeira, pois o tráfico negreiro foi a maior fonte de renda do período colonial.
Dom Pedro II se dedicou a pôr um fim à escravidão em 1888, com o que fazendeiros e políticos de todo o país discordavam. Paga um alto preço por isso e um golpe de estado o tira do poder e acaba com a monarquia, no ano seguinte. O que se vê a partir de 1889 é um retrocesso na maneira com que os negros são tratados pelo governo, e a um primeiro momento se estabelece um regime, em essência, racialmente preconceituoso.
A abolição da escravatura brasileira foi um processo lento que passou por várias etapas antes sua concretização. Criaram-se leis com o intuito de retardar esse processo de abolição como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários entre outras, as quais pouco favoreciam os escravos.
Quando finalmente foi decretada a abolição da escravatura, não se realizaram projetos de assistência ou leis para a facilitação da inclusão dos negros à sociedade, fazendo com que continuassem a ser tratados como inferiores e tendo traços de sua cultura e religião marginalizados, criando danos aos afrodescendentes até os dias atuais.
Durante o século XX, os negros brasileiros ainda enfrentaram muitas dificuldades para superarem as discriminações no mercado de trabalho e na sociedade em geral. Mesmo com o reconhecimento da igualdade formal perante a lei, na prática os negros não conseguiam facilmente as mesmas posições que os brancos, principalmente no plano econômico.
Diferentemente dos Estados Unidos onde o sentimento de ódio e de discriminação sempre foram mais latentes, no Brasil os negros foram vítimas do "apartheid social" que sempre sufocou o país, estabelecendo um grande distanciamento entre ricos e pobres.
Para além disso, o racismo no Brasil continuou ocorrendo de maneira velada no meio social nas últimas décadas do século XX. Mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, que considera o racismo como "crime inafiançável e imprescritível", ainda se liam anúncios de empregos em jornais procurando pessoas de "boa aparência" o que, na realidade, significa uma recusa quanto à contratação de negros.
Recentemente, o governo brasileiro tomou medidas inéditas a fim de reduzir as desigualdades sociais entre brancos e negros, tendo estabelecido um sistema de cotas para afrodescendentes e estudantes provenientes de escolas públicas nos vestibulares das universidades federais.

Referências

  1. Barbujani, Guido. Invenção das raças, A. São Paulo: Contexto, 2007. ISBN 978-85-7244-364-7

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