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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CICLO VIVO - POLUIÇÃO DA ÁGUA: COMO ACABAR COM


5 soluções naturais para acabar com a poluição da água
27 de Novembro de 2013 • Atualizado às 16h08

Para enfrentar a poluição da água, que compromete a qualidade de vida, a economia, e, principalmente, a sobrevivência das pessoas, a comunidade científica vem desenvolvendo alternativas simples e bem inusitadas, que utilizam apenas recursos naturais de baixo custo para “virar o jogo” em nome da sustentabilidade. Separamos cinco soluções que a ciência encontrou, na própria natureza, para garantir o consumo de água limpa para todas as pessoas.

Foto: Fernando Stankuns/Flickr
Cascas de banana
Depois de ficarem uma semana expostas ao sol, as cascas de banana produzem um pó capaz de retirar 65% dos metais pesados encontrados numa amostra de água contaminada, sobretudo urânio, cádmio, chumbo e níquel. O método simples foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e, além de encontrar uma destinação viável para o resíduo orgânico, também não utiliza energia elétrica ao longo do processo.

Foto: Saucy Salad/Flickr
Coentro
Muito utilizada na culinária brasileira, a erva aromática consegue retirar vários metais pesados da água, como o níquel. A descoberta veio depois que um grupo de pesquisadores mexicanos observou a eficiência do coentro na desintoxicação do organismo, e passou a utilizar o potencial da planta para filtrar as águas de um importante sistema de irrigação nas proximidades da Cidade do México.

Foto: SoraZG/Flickr
Cebola e Alho
Os indianos da Universidade de Deli montaram um filtro com pedaços de cebola e alho, e comprovaram que os vegetais utilizados para dar sabor às refeições também são capazes de retirar altas quantidades de ferro, chumbo, mercúrio, estanho e até arsênico do líquido contaminado. A alternativa é uma solução natural e de baixo custo, viável para o mundo inteiro – sobretudo para o país, que, além de enfrentar um cenário ambientalmente degradado, também possui boa parte de sua população abaixo da linha da pobreza.

Foto: alisman/SXC.HU
Acácia branca
As flores e folhas da acácia branca conseguem deixar límpida a água turva e escondem propriedades milagrosas que matam muitos dos vírus e bactérias que se reproduzem na água contaminada, responsáveis por várias doenças preocupantes – como, por exemplo, a diarreia, uma das que mais fazem vítimas ao redor do mundo.

Foto: Hollyereid/SXC.HU

Extrato de cacto
Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa (EUA), descobriram que o líquido retirado do cacto pode remover todos os sedimentos e exterminar as bactérias encontradas na água contaminada, por meio de um método barato e eficiente. A prática faz parte da tradição dos astecas, e já era realizada México bem antes da realização da pesquisa norte-americana.
Redação CicloVivo

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sábado, 16 de novembro de 2013

Os Illuminati Emburrecendo a Sociedade

História do racismo

História do racismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O racismo tem sido visto de formas muito diferentes ao longo da história.

Cronologia do racismo

Antiguidade e Idade Média

Na antiguidade, entre diversos povos, as relações eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia.
Por muito tempo o racismo permaneceu de uma forma mais xenofóbica do que racial propriamente dita, permanecendo latente até a época de expansão das nações europeias.
Com o avançar das conquistas territoriais e culturais dos povos europeus, ainda na Idade Média não havia necessariamente o racismo da forma como manifestado futuramente, o que havia era o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa. Isto ocorria devido ao poder político da igreja cristã que justificava submissão de povos conquistados de forma incorporá-los à cristandade. Porém, àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que gerava sentimentos racistas por parte dos vencedores e dos submetidos.

Renascimento

À medida que a tecnologia foi avançando, a Europa iniciou sua caminhada em direção à conquista econômica e tecnológica sobre o mundo.
Começaram então a surgir ideologias justificando o domínio da Europa sobre as demais regiões. Entre estas novas ideias, estavam aquelas doutrinas que alegavam existir na Europa uma raça superior. Segundo consta, aquela raça era destinada por Deus e pela história a comandar o mundo e dominar as raças que não eram europeias, consideradas inferiores.

Chegada dos conquistadores portugueses à África

Quando ocorreram os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era aceito como uma forma de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade.

Ameríndios e negros

Foi durante a expansão espanhola e portuguesa na América que surgiu a ideia de se buscar uma sustentação ideológica influenciada pela religião de que os índios não eram seres humanos. Estes eram animais e portanto era justificada por Deus a sua exploração para o trabalho, desta forma eram socialmente aceitos os suplícios a que eram submetidos, estendendo-se logo esta crença para a raça azul.
No Brasil os negros foram trazidos para serem escravos nos engenhos de cana de açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiro habitantes brasileiros do qual se tem relato. A Igreja Católica era contra a predação dos ameríndios, pois queria catequizá-los, e assim obter novos adeptos à religião católica, já que a Europa passava por uma reforma religiosa em alguns de seus países. A Igreja Católica se opunha decisivamente à escravidão negra, e embora alguns achem que acreditava-se que os negros não tinham almas, sempre existiram inúmeros santos negros. O convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com os povos brancos e com os animais por eles domesticados, e juntamente com a motivação financeira, decorrentes do fato do tráfico negreiro ter sido a maior fonte de renda do período colonial, foram usados como justificativas para a escravização negra.
Mais tarde, quando os europeus começaram a colonizar a África no século XIX, eles começaram a apresentar justificativas piores para a implementação da cultura e modo de vida europeus às sociedades negras; uma dessa justificativas foi a ideia errônea de que os negros eram uma raça inferior. Assim, passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. O caso mais extremo foi a instituição do apartheid na África do Sul, em que essa discriminação foi suportada por leis decretadas pelo Estado.

O racismo como fenômeno social

O racismo, como fenômeno comportamental e social, procura afirmar que existem raças puras, e que estas são superiores às demais; desta forma, procura justificar a hegemonia política, histórica e econômica.
Do ponto de vista racial, os grupos humanos atuais em sua maioria são produto de mestiçagens. A evolução das espécies incluindo a humana e o sexo facilitaram a mistura racial durante as eras. Afirmar que existe raça pura torna ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos e genéticos estáveis. Portanto, quando se aplica ao ser humano o conceito de pureza biológica, o que ocorre é uma confusão entre grupo biológico e grupo linguístico ou nacional.
As raças, nós as inventamos e nós as levamos a sério por séculos, mas já sabemos o bastante para largar mão delas. Hoje em dia sabemos que somos todos parentes e todos diferentes, de acordo com o feliz slogan criado pelo geneticista francês André Longaney, e não é preciso ter feito estudos aprofundados para convencer-se disso.1

No Brasil

O surgimento do racismo no Brasil começou no período colonial, quando os portugueses trouxeram os primeiros negros, vindos principalmente da região onde atualmente se localizam Nigéria e Angola.
Os negros foram trazidos ao Brasil para servirem de escravos nos engenhos de cana-de-açúcar, devido às dificuldades da escravização dos ameríndios, os primeiros habitantes brasileiros do qual se tem relato.
A Igreja Católica era contra a predação dos ameríndios, pois queria catequizá-los, assim obteriam novos adeptos a religião católica, já que a Europa passava por uma reforma religiosa em alguns países onde surgiam novas religiões. A mesma Igreja também se mostrou vivamente contrária à escravidão tanto de negros quanto de índios, como atestam as bulas "Carta Apostólica In Supremo" (assinada pelo Papa Gregório XVI) e "Veritas Ipsa" (assinada pelo Papa Paulo III), condenando a escravatura e anunciando que a Palavra de Deus é direito de todos os seres humanos.
Um mito muito divulgado é o de que a Igreja negava que negros tivessem alma, o que vai contra fatos como a canonização de santos negros como Santa Ifigênia e São Elesbão, que viveram na Antiguidade. Montesquieu, pensador iluminista, acreditava que os negros não tinham almas e que isto justificaria sua escravização e provavelmente foi daí que nasceu o mito contra a Igreja.
Outras motivações para a escravidão negra foram o convívio com as doenças dos brancos e de seus animais, por terem contatos há séculos com povos brancos e a domesticação dos animais utilizados por eles, e juntamente com a motivação financeira, pois o tráfico negreiro foi a maior fonte de renda do período colonial.
Dom Pedro II se dedicou a pôr um fim à escravidão em 1888, com o que fazendeiros e políticos de todo o país discordavam. Paga um alto preço por isso e um golpe de estado o tira do poder e acaba com a monarquia, no ano seguinte. O que se vê a partir de 1889 é um retrocesso na maneira com que os negros são tratados pelo governo, e a um primeiro momento se estabelece um regime, em essência, racialmente preconceituoso.
A abolição da escravatura brasileira foi um processo lento que passou por várias etapas antes sua concretização. Criaram-se leis com o intuito de retardar esse processo de abolição como a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários entre outras, as quais pouco favoreciam os escravos.
Quando finalmente foi decretada a abolição da escravatura, não se realizaram projetos de assistência ou leis para a facilitação da inclusão dos negros à sociedade, fazendo com que continuassem a ser tratados como inferiores e tendo traços de sua cultura e religião marginalizados, criando danos aos afrodescendentes até os dias atuais.
Durante o século XX, os negros brasileiros ainda enfrentaram muitas dificuldades para superarem as discriminações no mercado de trabalho e na sociedade em geral. Mesmo com o reconhecimento da igualdade formal perante a lei, na prática os negros não conseguiam facilmente as mesmas posições que os brancos, principalmente no plano econômico.
Diferentemente dos Estados Unidos onde o sentimento de ódio e de discriminação sempre foram mais latentes, no Brasil os negros foram vítimas do "apartheid social" que sempre sufocou o país, estabelecendo um grande distanciamento entre ricos e pobres.
Para além disso, o racismo no Brasil continuou ocorrendo de maneira velada no meio social nas últimas décadas do século XX. Mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, que considera o racismo como "crime inafiançável e imprescritível", ainda se liam anúncios de empregos em jornais procurando pessoas de "boa aparência" o que, na realidade, significa uma recusa quanto à contratação de negros.
Recentemente, o governo brasileiro tomou medidas inéditas a fim de reduzir as desigualdades sociais entre brancos e negros, tendo estabelecido um sistema de cotas para afrodescendentes e estudantes provenientes de escolas públicas nos vestibulares das universidades federais.

Referências

  1. Barbujani, Guido. Invenção das raças, A. São Paulo: Contexto, 2007. ISBN 978-85-7244-364-7

Ligações externas

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Flor-cadáver

Botânica. A Maior Flor do Mundo! (*)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Como ler uma caixa taxonómicaFlor-cadáver
Amorphophallus titanum
Amorphophallus titanum
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Alismatales
Família: Araceae
Género: Amorphophallus
Nome binomial
Amorphophallus titanum
(Becc.) Becc. ex Arcang, 1878
O jarro-titã, flor-cadáver ou titan arum, em inglês, (Amorphophallus titanum) é a maior e mais malcheirosa "flor" do mundo. Trata-se de fato, não de uma flor, mas de uma inflorescência apelidada de espádice. Quando desabrocha, ela chega a atingir três metros de altura e pode pesar até 75 quilogramas.
Ela exala um forte odor que atrai insetos carniceiros (principalmente besouros), por isso a fama de maior planta carnívora do mundo.
Começa sua vida como um pequeno tubérculo, então solta uma única coluna afilada que cresce furiosamente, até 16,6 centímetros por dia.
Essa planta tuberosa, cultivada em diversos jardins botânicos, permanece endêmica somente às florestas tropicais do oeste de Sumatra, uma ilha da Indonésia, no Oceano Índico, onde é conhecida como "flor cadáver". Este nome pode derivar do cheiro nauseador que exala.
Quem a descobriu foi o botânico italiano Odoardo Beccari, em 1878.
Seu nome científico Amorphophallus titanum significa, literalmente: Falo gigante sem forma.
Pode viver até 40 anos, mas só floresce duas ou três vezes.

Nota

Na realidade, apesar de ser considerada a maior flor do mundo, esta é uma inflorescência. A maior flor de fato é a Rafflesia arnoldii, nativa do mesmo continente.
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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