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sexta-feira, 19 de julho de 2013

AUTISMO

 
“Mundo Singular - Entenda o autismo” é um livro sobre a visão de mundo, os desafios, o brilhantismo e os tratamentos e as perspectivas futuras de crianças com autismo. A doutra Ana Beatriz Barbosa Silva e seus coautores, Mayra Bonifacio Gaiato e Leandro Thadeu Reveles, especialistas em psiquiatria e psicologia da criança, descrevem os sintomas, o diagnóstico, a visão da família, a visão da escola, os tratamentos, e as variações dessa condição ainda pouco compreendida e muito estigmatizada. Com uma linguagem acessível e relatos de casos reais, este livro pretendo ser um guia para informar e tranquilizar pais, professores e familiares em busca de informações cientificamente embasadas sobre o autismo no Brasil.
 
EXODO - AUTISMO

Escapando del calor
a las preguntas oscuras
de pequeño se encerro
cabiando sus dudas
sin prestar mas atencion a las cosas cercanas
se perdio la solucion de sus adivinanzas

Y desde entonces ya no habla con nadie
se encierra a solas en su frustracion
y se pregunta sobre esos momentos
que nunca vivio
vivio

Y su cerebro huye entre la gente
esperando encontrar algo mas
que personas que hablen de su mente
como algo anormal
anormal

Sus alas blancas despiertan
un hombre mirandole
como si la realidad, no fuera cosa de el
probar su capacidad, para tolerar la verdad
en honor a la verdad, no estuvo nada mal

Y desde entonces ya no habla con nadie
se encierra a solas en su frustracion
y se pregunta sobre esos momentos
que nunca vivio
vivio

Y su cerebro huye entre la gente
esperando encontrar algo mas
que personas que hablen de su mente
como algo anormal
anormal
!anormal!

Autismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Autismo
A fita feita de peças de quebra-cabeça, representando o mistério e a complexidade dessa patologia, é um símbolo mundial da conscientização em relação ao autismo.
Classificação e recursos externos
CID-10 F84
CID-9 299.00
OMIM 209850
DiseasesDB 1142
MedlinePlus 001526
eMedicine med/3202
MeSH D001321
Star of life caution.svg Aviso médico
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.1
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.2
Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola. [Dica]: Caso conheça outros pais de adultos com autismo, pergunte sobre os serviços disponíveis.
O autismo afeta, em média, uma em cada 88 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo o CDC (sigla em inglês para Centro de Controlo e Prevenção de Doenças), do governo daquele país, com números de 2008, divulgados em março de 2012.3 -- no Brasil, porém, ainda não há estatísticas a respeito do TEA4 . Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.5 6 O aumento dos números de prevalência de autismo levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica7 . No Brasil, foi realizado o primeio estudo de epidemiologia de autismo da América Latina8 9 , publicado em fevereiro de 2011—com dados de 2010 --, liderado pelo psiquiatra da infância Marcos Tomanik Mercadante (1960-2011), num projeto-piloto com amostragem na cidade paulista de Atibaia10 , aferiu a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos8 9 . Outros estudos estão em andamento no Brasil.
Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade11 . Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa, muitos cientistas atribuem esta dificuldade à Cegueira Mental12 , uma compreensão decorrente dos estudos sobre a Teoria da Mente.
Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas como dito acima nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.
A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética)13 , foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto e foi publicado na revista científica Cell.14 15

Índice

Histórico

Foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner, trabalhando no Johns Hopkins Hospital, em seu artigo Autistic disturbance of affective contact, na revista Nervous Child, vol. 2, p. 217-250. No mesmo ano, o também austríaco Hans Asperger descreveu, em sua tese de doutorado, a psicopatia autista da infância. Embora ambos fossem austríacos, devido à Segunda Guerra Mundial não se conheciam .
A palavra "autismo" foi criada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever um sintoma da esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade". Kanner e Asperger usaram a palavra para dar nome aos sintomas que observavam em seus pacientes.
O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando a médica inglesa Lorna Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí que um tipo de autismo de alto desempenho passou a ser denominado síndrome de Asperger.
Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa do autismo seria a indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira". Nos anos 1970 essa teoria foi rejeitada e passou-se a pesquisar as causas do autismo. Hoje, sabe-se que o autismo está ligado a causas genéticas associadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, a contaminação por metais pesados, como o mercúrio e o Chumbo, têm sido apontada como forte candidatos, assim como problemas na gestação. Outros problemas, como uso de drogas na gravidez ou infecções nesse período, também devem ser considerados.
Apesar do grande número de pesquisas e investigações clínicas realizadas em diferentes áreas e abordagens de trabalho, não se pode dizer que o autismo é um transtorno claramente definido. Há correntes teóricas que apontam as alterações comportamentais nos primeiros anos de vida (normalmente até os 3 anos) como relevantes para definir o transtorno, mas hoje se tem fortes indicações de que o autismo seja um transtorno orgânico. Apesar disso, intervenções intensivas e precoces são capazes de melhorar os sintomas.
Em 18 de Dezembro de 2007, a Organização das Nações Unidas decretou todo 2 de abril como o Dia Mundial do Autismo.16 Em 2008 houve a primeira comemoração da data pela ONU.17
Em novembro de 2010, a ciência, falou pela primeira vez em cura do autismo, com a publicação na revista científica Cell14 15 da descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética)13 .

Definição


Interesses restritos e repetitivos, como empilhar objetos, são comuns em crianças com autismo. Caso eles sejam focalizados para uma atividade útil socialmente podem ajudar no desenvolvimento de habilidades excepcionais.18
O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
  • Definição da ASA (1978)
O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças que possa causar a doença.
Segundo a ASA - Autism Society of American (em português: Associação Americana de Autismo), os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Incluem19 :
  1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.
  2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
  3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de ideias. Uso de palavras sem associação com o significado.
  4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.
  • Definição do DSM-IV-TR (2002)
O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
  • Definição da CID-10 (2000)
Autismo infantil: Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por:
a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos;
b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade(auto-agressividade).

Características do autismo


Existem muitos graus de autismo, mas quanto mais cedo a criança for identificada e começar o treinamento de habilidades sociais, melhor será seu desenvolvimento.
Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:
  1. Dificuldade de relacionamento com outras pessoas
  2. Riso inapropriado
  3. Pouco ou nenhum contato visual - não olha nos olhos
  4. Aparente insensibilidade à dor - não responde adequadamente a uma situação de dor
  5. Preferência pela solidão; modos arredios - busca o isolamento e não procura outras crianças
  6. Rotação de objetos - brinca de forma inadequada ou bizarra com os mais variados objetos
  7. Inapropriada fixação em objetos
  8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade - muitos têm problemas de sono ou excesso de passividade
  9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino - muitos precisam de material adaptado
  10. Insistência em repetição desnecessária de assuntos, resistência à mudança de rotina
  11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
  12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determinada maneira os alisares)
  13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
  14. Recusa colo ou afagos - bebês preferem ficar no chão que no colo
  15. Age como se estivesse surdo - não responde pelo nome
  16. Dificuldade em expressar necessidades - sem ou limitada linguagem oral e/ou corporal (gestos)
  17. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
  18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
  19. Desorganização sensorial - hipo ou hipersensibilidade, por exemplo, auditiva
  20. Não faz referência social - entra num lugar desconhecido sem antes olhar para o adulto (pai/mãe) para fazer referência antes e saber se é seguro
Observação: É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém muitos dos sintomas está presente entre os 12 e os 24 meses da criança. Eles variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma, pois o autismo se manifesta de forma única em cada pessoa. Adicionalmente, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade.
Vale salientar também que a ocorrência desses sintomas não é determinista no diagnóstico do autismo. Para tal, se faz necessário acompanhamento com psicólogo, psiquiatra da infância ou neuropediatra.20

Diagnóstico

Os sistemas diagnósticos (DSM-IV e CID-10) têm baseado seus critérios em problemas apresentados em três áreas, com início antes dos três anos de idade, que são:
a) comprometimento na interação social;
b) comprometimento na comunicação verbal e não-verbal, e no brinquedo imaginativo;
c) comportamento e interesses restritos e repetitivos de maneira desnecessária.
É relevante salientar que essas informações devem ser utilizadas apenas como referência. Além de destacar a importância do diagnóstico precoce "porque quanto mais cedo é identificado um transtorno, mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. Porém os resultados dependem não somente da identificação dos atrasos e da indicação dos tratamentos adequados e eficazes, mas da aceitação dessa condição diferenciada pelas famílias e pelo futuro de cada um, que não dominamos nem sabemos", como explica o psiquiatra da infância e adolescência Walter Camargos Jr.21
Recomenda-se caracterizar a queixa da família: sinais, sintomas, comportamento, nível de desenvolvimento cognitivo e escolar do indivíduo - quando for o caso, relacionamento inter-pessoal, investigar os antecedentes gineco-obstétricos, história médica pregressa, história familiar de doenças neurológicas, psiquiátricas ou genéticas, analisar os critérios do DSM-IV-TR ou da CID-10, realizar avaliações complementares (investigações bioquímicas, genéticas, neurológicas, psicológicas, pedagógicas, fonoaudiológicas, fisioterápicas), pensar a respeito do diagnóstico diferencial, investigar a presença de comorbidades, classificar o transtorno, planejar e efetivar o tratamento.
Muitas vezes, o autismo é confundido com outras síndromes ou com outros transtornos globais do desenvolvimento, pelo fato de não ser diagnosticado através de exames laboratoriais ou de imagem, por não haver marcador biológico que o caracterize, nem necessariamente aspectos sindrômicos morfológicos específicos; seu processo de reconhecimento é dificultado, o que posterga a sua identificação.
Um diagnóstico preciso deve ser realizado, por um profissional qualificado, baseado no comportamento, anamnese e observação clínica do indivíduo.
O autismo pode ocorrer isoladamente, ser secundário ou apresentar condições associadas, razão pela qual é extremamente importante a identificação de comorbidades bioquímicas, genéticas, neurológicas, psiquiátricas, entre outras.
Condições que podem estar associadas ao Autismo: Acessos de raiva, agitação, agressividade, auto-agressão, auto-lesão (bater a cabeça, morder os dedos, as mãos ou os pulsos), ausência de medo em resposta a perigos reais, catatonia, complicações pré, peri e pós-natais, comportamentos autodestrutivos, déficits de atenção, déficits auditivos, déficits na percepção e controle motor, déficits visuais, epilepsia , esquizofrenia, hidrocefalia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, macrocefalia, microcefalia, mutismo seletivo, paralisia cerebral, respostas alteradas a estímulos sensoriais (alto limiar doloroso, hipersensibilidade aos sons ou ao toque, reações exageradas à luz ou a odores, fascinação com certos estímulos), retardo mental, temor excessivo em resposta a objetos inofensivos, transtornos de alimentação (limitação a comer poucos alimentos), transtornos de ansiedade, transtornos de linguagem, transtorno de movimento estereotipado, transtornos de tique, transtornos do humor/afetivos (risadinhas ou choro imotivados, uma aparente ausência de reação emocional), transtornos do sono (despertares noturnos com balanço do corpo).
Síndromes Cromossômicas ou Genéticas: Acidose láctica, Albinismo oculocutâneo, Amaurose de Leber, Desordem marfan-like, Distrofia muscular de Duchenne, Esclerose Tuberosa, Fenilcetonúria, Galactosemia ,Hipomelanose de Ito, Histidinemia, Neurofibromatose tipo I, Seqüência de Moebius, Síndrome de Angelman ,Síndrome de Bourneville , Síndrome da Cornélia de Lange ,Síndrome de Down, Síndrome fetal alcóolica, Síndrome de Goldenhar, Síndrome de Hurler, Síndrome de Joubert, Síndrome de Laurence-Moon-Biedl, Síndrome de Landau-Kleffner, Síndrome de Noonan, Síndrome de Prader-Willi, Síndrome da Talidomida, Síndrome de Tourette, Síndrome de Sotos, Síndrome do X-frágil,Síndrome de Williams
Infecções associadas ao Autismo: Caxumba,Citomegalovírus,Herpes,Pneumonia,Rubéola, Sarampo, Sífilis,Toxoplasmose e Varicela
O diagnóstico do transtorno autista é clínico e não poderá, portanto, ser feito puramente com base em testes e ou escalas de avaliação.
Avaliações de ordem psicológica, fonoaudiológica e pedagógica são importantes para uma avaliação global do indivíduo.
Recomenda-se utilizar um instrumento de avaliação adicional para identificar a presença de Retardo Mental (RM). Na maioria dos casos de autismo (70% a 85%), existe um diagnóstico associado de RM que pode variar de leve a profundo.
A incidência de epilepsia nos indivíduos com autismo varia de 11% a 42%.
Convulsões podem desenvolver-se, particularmente, na adolescência.

Exames

O diagnóstico do autismo é feito clinicamente, mas pode ser necessário a realização de exames auditivos com a finalidade de um diagnóstico diferencial.
Outros exames devem ser considerados não para diagnóstico, mas com a finalidade de se realizar um bom tratamento. São eles: ácidos orgânicos, alergias alimentares, metais no cabelo, perfil ION, imunodeficiências, entre outros.

Dia Mundial do Autismo

Em 2011, no Dia Mundial da Conscientização do Autismo, todo 2 de abril, conforme decretado pela ONU em dezembro de 200722 , a revista tornou-se a página oficial do evento23 no país, reunindo informação de ações de entidades e de pequenos grupos de pessoas em todo o Brasil, em prol da divulgação de informações sobre autismo na luta por mais direitos e menos preconceito24 . As ações brasileiras para a data conseguiram inclusive iluminar grandes monumentos de azul (cor símbolo do autismo), como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro25 , a Ponte Estaiada em São Paulo26 , os prédios do Senado Federal e do Ministério da Saúde em Brasília27 , o Teatro Amazonas em Manaus28 , entre muitos outros.

Relato

O médico José Salomão Schwartzman, referência no Brasil em Neurologia da Infância e Adolescência, relata um caso interessante de autismo:
"Na década de 1970, recebi um paciente, R., com cinco anos de idade, encaminhado por uma amiga psicóloga. Era uma criança estranha, que tinha sido considerada, até pouco tempo antes, como portadora de deficiência mental. Muito embora tivesse apresentado desenvolvimento motor normal, a sua fala e seu comportamento se mostravam muito alterados.
Sua mãe relatava que ele havia ficado totalmente mudo até os 3, 4 anos de idade, quando, de um dia para outro, havia começado a ler manchetes dos jornais. Embora pudesse falar a partir de então, somente o fazia quando queria e quase nunca com a finalidade de se comunicar com os outros. Era isolado e parecia bastar-se, ignorando as pessoas que viviam à sua volta. Por outro lado, era muito inquieto e agitado, estando continuamente em movimento. Uma das poucas atividades que o deixavam mais tranquilo era ficar parado em uma das esquinas mais movimentadas de São Paulo observando os ônibus que passavam. Após uma hora de observação, demonstrava estar satisfeito. Chegando em casa, desenhava todos os ônibus que havia observado, com as cores e as placas corretas.
Reencontrei R. recentemente. É um adulto estranho; não gosta de fixar o olhar no interlocutor; fala de um modo bastante formal. Ao entrar no meu consultório, após todos esses anos, perguntou-me sobre o meu primeiro consultório e demonstrou lembrar-se de inúmeros detalhes de consultas ocorridas há cerca de 30 anos. Contou-me que, quando criança, haviam dito que ele era autista, imagine! Estava muito bem e ganhava o seu dinheiro fazendo ilustrações para cadernos pedagógicos de algumas escolas.
Na ocasião, o caso me pareceu singular na medida em que aquela criança, tida como deficiente mental, era seguramente diferente em vários aspectos de outras crianças com deficiência mental. A equipe que atendia R. achou que a melhor hipótese diagnóstica era a de Autismo, condição muito pouco conhecida e de diagnóstico muito difícil àquela época. O quadro, assim diagnosticado, passou a ser da alçada de psiquiatras e psicólogos. Para mim, então, tratava-se de uma patologia que não envolvia problemas relacionados a funções do sistema nervoso. Os tempos mudaram, e hoje sabemos que o Autismo é uma condição de bases biológicas e bem mais freqüente do que se acreditava. Há, na verdade, quem cite números muito maiores, o que decorre não somente de um maior conhecimento a respeito do assunto e, portanto, de uma identificação mais freqüente, mas também de um conceito que tem se expandido nos últimos anos, permitindo que quadros que anteriormente não receberiam este diagnóstico possam ser assim rotulados."29

Tratamentos do Autismo

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Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.


Existem diversas abordagens de tratamentos para o autismo, mas é um consenso entre elas que é importante a participação da família no tratamento independente da abordagem.30

Criança autista aprendendo a reconhecer animais. A terapia com animais é uma forma de levar a criança autista a reconhecer que outros seres vivos tem suas próprias reações e requerem compreensão, atenção e afeto.31

Mães das crianças com autismo apresentam estresse e depressão significativamente mais elevados, além de intimidade marital menor do que as mães de crianças com desenvolvimento típico.30 32

A equoterapia ajuda na percepção do outro e no desenvolvimento de jogo social, mímica, postura corporal e gestos para iniciar e modular a interação com outro ser vivo.33 .
O tratamento do autismo vai depender da gravidade do déficit social, de linguagem e comportamental que o indivíduo se encontra. Existem diversas abordagens, algumas muito melhor embasadas cientificamente que outras. Pais insatisfeitos com os resultados
Em crianças pequenas, a prioridade do tratamento normalmente é o desenvolvimento da fala, da interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Já com adolescentes, o tratamento é voltado para o desenvolvimento de habilidades sociais necessários para uma boa adaptação, desenvolvimento de habilidades profissionais (terapia ocupacional) e terapia para desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Com adultos, o foco está no desenvolvimento da autonomia, ensino de regras para uma boa convivência social e manutenção das habilidades aprendidas.30
De um modo geral o tratamento tem 4 objetivos30 :
  1. Estimular o desenvolvimento social e comunicativo;
  2. Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas;
  3. Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e
  4. Ajudar as famílias a lidarem com o autismo.
Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal, porém sua agressividade, dificuldade de pedir ajuda e dificuldade em obedecer regras podem ser perigosos. Algumas formas de autismo grave exigem acompanhamento pelo resto da vida para evitar situações de risco.
O autismo é um transtorno que nunca desaparece completamente, porém com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços autísticos ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram a trajetória desenvolvimental desses indivíduos. O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.30
Um tratamento adequado deve levar em consideração as comorbidades (ou seja, outros transtornos associados a cada caso) para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo. Exemplos de comorbidades incluem Transtorno obsessivo-compulsivo e problemas de aprendizagem.
A terapêutica pressupõe uma equipe multi e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria e psiquiatria) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia e terapia ocupacional), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.
O sucesso do tratamento depende não só do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos, como também dos estímulos feitos pelos cuidadores no ambiente familiar. Quanto mais os cuidadores souberem sobre o tratamento do autismo, melhor para o desenvolvimento global da criança. Dentre os fatores mais importantes para o prognóstico do funcionamento social geral e desempenho escolar destacam-se o nível cognitivo da criança, o grau de desenvolvimento na linguagem e o desenvolvimento de habilidades adaptativas, como as de auto-cuidado.34
A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.
Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.
O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém novas características poderão surgir com a evolução do indivíduo. É aconselhável avaliações sistemáticas e periódicas.

Analise do Comportamento Aplicada (ABA)

Um dos tratamentos mais populares, eficazes e sem prejuízos é o ABA. ABA é uma sigla que significa, Applied Behaviour Analysis, que em português significa, Análise do Comportamento Aplicada. Análise do Comportamento Aplicada é uma área de pesquisa de novas tecnologias embasadas na psicologia comportamental, sendo uma delas o tratamento do autismo. Essa eficácia levou a uma legislação que obriga os serviços de saúde americanos, que utilizam terapias baseadas em evidências, a disponibilizarem esse tratamento.35
Dentre as técnicas da terapia analítico-comportamental utilizadas incluem: Procedimentos de treino incidental, análises de tarefas, encadeamento, tentativas instrucionais embutidas em atividades e treino de tentativas discretas.36 Mais informações sobre o ABA

Picture Exchange Communication System (PECS)

Um recurso popular para ajudar no desenvolvimento da linguagem é o PECS (Picture Exchange Communication System), um sistema baseado em figuras com figuras que refletem as necessidades e/ou o interesse individuais. Este sistema facilita tanto a comunicação quanto a compreensão, quando se estabelece a associação entre a atividade/símbolos.37 Mais informações sobre o PECS

Método TEACCH

O método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children) é um técnica muito popular no mundo que combina diferentes estímulos visuais e auditivos com o objetivo de aperfeiçoar a linguagem, melhorar o aprendizado e reduzir comportamentos inapropriados. Áreas, objetos, palavras, recipientes de cores diferentes e a fala do terapeuta são utilizados para instruir as crianças sobre suas atividades diárias de forma a emparelhar o símbolo com o respectivo objeto, local ou atividade no mundo real. O desenvolvimento da criança é avaliado regularmente pelo PEP-R (Psychoeducational Profile-Revised) para verificar os resultados da abordagem.Mais informações sobre Teacch

Farmacoterapia

A farmacoterapia continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos indivíduos necessitarão utilizar medicamento. Medicamentos que atuam na dopamina e na serotonina podem ajudar a reduzir alguns sintomas como redução de estereotipias, retraimento social e comportamento agressivo ou auto-agressivo.38 mais informações sobre medicamentos para autismo

Escola normal X Educação especial

Existem casos em que crianças com autismo em escola normal tiveram melhor desenvolvimento de habilidades sociais do que as crianças em escolas especiais, porém isso não ocorre na maioria dos casos. É importante que cada caso seja tratado individualmente, focando nas necessidades e potencialidades da criança. Existem inúmeras vantagens de se levar a criança com autismo a conviver com aquelas sem comprometimento e de estimular que ela aprenda com as outras por meio da imitação, mas também não esquecer o risco de que ela seja vítima de bullying dos colegas. Já na escola especial é provável que ela tenha uma atenção especial de profissionais melhor treinados e conheçam outras crianças com problemas semelhantes. Cabe aos pais decidirem qual a melhor opção para seu filho.30

Questões Polêmicas

Em 1999, o médico Andrew Wakefield publicou o artigo MMR vaccination and autism, estabelecendo uma suposta relação entre a vacina tríplice e o autismo39 . Diversos estudos médicos foram conduzidos desde então a fim de se comprovar ou não essa relação, sendo que não houve evidências nesses novos estudos acerca dessa hipótese. Em 2010, o Conselho Médico Geral britânico (em inglês, General Medical Council) considerou que o dr. Wakefield agiu de maneira antiética e desonesta ao vincular a vacina tríplice ao autismo e cassou seu registro profissional no Reino Unido em maio de 201040 . Ainda de acordo com o Conselho Médico Geral britânico, a sua conduta trouxe má reputação à profissão médica depois que ele coletou amostras de sangue de jovens na festa de aniversário de seu filho pagando-lhes £5. Considera-se também que o sarampo tenha ressurgido no Reino Unido devido ao receio dos pais em aplicarem a vacina trípice em seus filhos: as taxas de vacinação nunca mais voltaram a subir e surtos da doença tornaram-se comuns41 . Boatos disseminados na internet acusam a influente indústria farmacêutica de fazer lobby para "abafar" essa informação. Atualmente, Wakefield prosegue com suas pesquisas nos EUA.
Dez anos após a publicação do artigo o periódico publicou uma completa retratação42 após as declarações do Conselho Médico Geral britânico.
Nos últimos dez anos uma dezena de pesquisas realizadas na tentativa de encontrar uma correlação entre a vacina tríplice e autismo não acharam nenhuma evidência que comprovasse os dados preliminares do artigo de Wakefield.43 . Várias famílias foram influenciadas pela polêmica criada pela mídia logo após a publicação do artigo de Wakefield e hoje, no Reino Unido e nos Estados Unidos, doenças consideradas extintas devido a aplicação de vacinas regulares voltaram a matar crianças em famílias que resolveram não vacinar seus filhos44 .

Ver também

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Autismo
Commons
O Commons possui multimídias sobre Autismo

Na ficção

Referências

  1. SCHWARTZMAN, José Salomão (16 de Setembro de 2010). Autismo e outros transtornos do espectro autista. Revista Autismo, edição de setembro de 2010.
  2. CAMARGOS JR., Walter (16 de Setembro de 2010). É possível identificar o Autismo Infantil antes dos 2 anos de idade. Revista Autismo, edição de setembro de 2010.
  3. Autism Spectrum Disorders (ASDs) - Data & Statistics. Centers of Disease Control and Prevention (31 de Março de 2012).
  4. PAIVA JUNIOR (16 de Setembro de 2010). Número impressionante: uma em cada 110 crianças tem autismo.
  5. Greater awareness and understanding of autism needed, says UN chief. UN News Centre (2 de Abril de 2010).
  6. PAIVA JUNIOR (16 de Setembro de 2010). Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Revista Autismo, edição de setembro de 2010.
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Ligações externas

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Serotonina

Alimentos que ajudam na depressão e no sono, ricos em triptofano

Alimentos que ajudam na depressão e no sono, ricos em triptofano

• Leite e derivados (ex: iogurte desnatado, queijo branco)
Aveia
• Produtos a base de soja
•Peixes e Frutos do Mar
• Aves  
Carnes magras
Vísceras

• Grãos Integrais, biscoitos e massas integrais
• Leguminosas (feijões, lentilha)
• Arroz
• Frutas oleaginosas
Açúcar mascavo
Mel
Frutas secas
Frutas como banana, pinha, abacate
• Ovos
• Nozes, castanhas
Sementes de gergelim e de girassol
Tâmara, amendoim  e peru
Carboidratos: favorecem a passagem do triptofano pela barreira hemato-encefálica para convertê-lo em serotonina. Podem ser encontrados no açúcar mascavo, mel, rapadura, frutas, cereais e farinhas integrais.

Vitaminas do complexo B e ácido graxo ômega 3: fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso devido à sua alta concentração na membrana dos neurônios. Os alimentos ricos em vitaminas do complexo B são os cereais, o leite e seus derivados, ovos, verduras de folhas verdes, frutas, carne vermelha, vísceras e levedura de cerveja. Já os ácidos graxos ômega 3 podem ser encontrados nos peixes de água fria, sementes, óleos de linhaça e canola, cereais e vegetais de folhas verdes.
Outros alimentos que auxiliam a melhorar o humor e evitar o stress:
Couve, nabo e rabanete.
Banana, melancia, mamão e abacate.
Limão, grapefruit, laranja e tangerina.
Pimentão.
Caqui e figo.
Alface, escarola, alcachofra e chicória

Gengibre atua como uma especiaria com poder desintoxicante, ajudando a metabolizar e excretar toxinas. A noz moscada e a canela possuem um leve efeito termogênico.
O primeiro item a ser evitado em sua dieta é o açúcar refinado, presente nos doces, biscoitos, bolachas e guloseimas em geral, pois o consumo de açúcar descompensa os níveis de glicose sanguínea, levando a um quadro de hipoglicemia reativa, ou seja, um estado de queda de glicose sanguínea associada à falta de disposição física e mental, nervosismo e depressão, além de roubar nutrientes importantes para o metabolismo energético, como as vitaminas do complexo B, que têm ação anti-estresse.

Também é importante evitar o excesso de cafeína, pois além de causar a depleção de vitaminas do complexo B, ataca outros nutrientes como o ferro, o zinco e o magnésio.
Outra substância que deveria ser evitada em excesso é o álcool, que também rouba nutrientes essenciais ao metabolismo.

Fontes de bom humor
Conheça alguns dos principais alimentos que podem ajudar a melhorar e manter o astral.

Chocolate
Além do açúcar, contém tirosina – substância que estimula a produção de serotonina – e minerais importantes como cobre, manganês e magnésio (nutriente que fica em falta no período pré-menstrual). Dispara a produção de endorfina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelo relaxamento.

Aveia
Cereal que contém altas doses de triptofano. Além do aminoácido que auxilia o organismo a liberar a serotonina, também tem bons níveis de selênio, que colabora para a produção de energia.

Banana madura
Contém duas substâncias que auxiliam o humor: os carboidratos, que estimulam a produção de serotonina e a vitamina B6, que garante mais energia. É ótima como opção de lanche rápido.

Brócolis
Rico em ácido fólico, que é importante para a liberação da serotonina. Além de garantir o bom humor, renova as células e previne defeitos no sistema nervoso dos fetos, portanto é essencial para as gestantes.

Espinafre e folhas verde-escuras
Têm efeito antidepressivo por serem ricos em magnésio – que atua na produção de energia, potássio e vitaminas A e C. Fontes ainda de complexo B, que ajuda a manter o sistema nervoso tranqüilo.

Frutas oleaginosas
São as nozes, castanhas, amêndoas e a mais poderosa de todas, a castanha-do-pará. Auxiliam na diminuição do estresse por conterem um importante antioxidante, o selênio.

Laranja, maracujá e jabuticaba
Por terem altas doses de vitamina C, previnem o cansaço e combatem o estresse. Também colaboraram com as defesas do organismo. A jabuticaba ainda tem a vantagem de conter vitaminas do complexo B.

Leite
Produz um efeito relaxante em toda a musculatura graças ao triptofano, que é precursor da serotonina.

Ovos
Contêm substâncias que garantem o bom humor, como a tiamina e niacina (vitaminas do complexo B), além de fazerem bem para a memória.

Peixes e frutos do mar
Grandes fontes de minerais importantes para a atividade cerebral, como o selênio. Também ajudam a combater o cansaço e a ansiedade. Os frutos do mar, em especial a ostra, são ricos em zinco, mineral essencial para o bom humor.

Pimenta
A sensação de ardência é provocada pela capsaicina – substância presente na pimenta – e faz com que o cérebro produza mais endorfina, neurotransmissor responsável pela sensação de euforia. A pimenta-de-cheiro, a vermelha e a malagueta são as melhores para o humor. Mas não exagere nas quantidades.

Sementes de abóbora e girassol
Ricas em triptofano, além de auxiliarem na manutenção do bom humor, também ajudam a melhorar a qualidade do sono. Podem ser consumidas entre as refeições, como lanche.

Alface
Tem poderoso efeito calmante em razão da lactucina, substância presente em maior quantidade nos talos e coração, que devem fazer parte das saladas, juntamente com as folhas.

Pesquisado em várias páginas da Internet

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Serotonina
Alerta sobre risco à saúde
Serotonin-skeletal.png Serotonin-3D-vdW.png
Nome IUPAC 5-hidroxitriptamina
Identificadores
Número CAS 50-67-9,153-98-0 (cloridrato)
PubChem 5202
MeSH Serotonin
SMILES
InChI InChI=1/C10H12N2O/c11-4-3-7-6-12-10-2-1- 8(13)5-9(7)10/h1-2,5-6,12-13H,3-4,11H2
Propriedades
Fórmula molecular N2OC10H12
Massa molar 176.215
Ponto de fusão 167–168 °C (cloridrato) 1
Solubilidade em água solúvel (20 g·l-1 a 27 °C) 2
Riscos associados
Frases R R20/21/22, R36/37/38
Frases S S26
LD50 60 mg·kg-1 (camundongo, per os) 2
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions 5-Metoxitriptamina
Derivados por substituição no grupo amino relacionados Bufotenina (N,N-dimetil-serotonina)
N-acetil-serotonina
Compostos relacionados Triptamina (sem a hidroxila)
5-hidroxitriptofano (precursor biológico; serotonina obtida por decarboxilação)3
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.
A serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma monoamina, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios.
Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Diferentes receptores detectam este neurotransmissor, envolvido em várias patologias.
A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca e esquizofrenia, entre outras. Drogas como o "ecstasy" e o LSD "mimetizam" alguns dos efeitos da serotonina em algumas células alvo. O ecstasy promove libertação maciça de serotonina e posterior depleção delas.
Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurônios, como a fluoxetina, resultando em maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sináptica. Alimentos como banana, tomate, chocolate e vinho são ricos no precursor da serotonina, o triptofano.
O triptofano é o aminoácido sintetizado para criar a serotonina através de sucessivas hidroxilações no anel aromático e descarboxilações. Sem este precursor não é possível sintetizar serotonina suficiente.

Ver também

Referências

  1. Thieme Chemistry (Hrsg.): RÖMPP Online - Version 3.5. Georg Thieme Verlag KG, Stuttgart 2009.
  2. a b (en) « Serotonina » em ChemIDplus.
  3. PubChem, site pubchem.ncbi.nlm.nih.gov

Ligações externas


Ana Beatriz Barbosa Silva


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Ana Beatriz Barbosa Silva
Nascimento 30 de março de 1966 (47 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileira
Ocupação Escritora
Psiquiatra
Ana Beatriz Barbosa Silva (Rio de Janeiro, 30 de março de 1966)1 é uma psiquiatra, palestrante e escritora brasileira, com pós-graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Médica graduada pela UERJ com pós-graduação em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP) e Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP). Diretora técnica das clínicas Medicina do Comportamento do Rio de Janeiro e em São Paulo, onde faz atendimento aos pacientes e supervisão dos profissionais de sua equipe. Escritora, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação, sobre variados temas do comportamento humano.
Em 2009, dois de seus livros estavam entre os mais vendidos no Brasil na categoria "não-ficção", conforme levantamento da Revista Veja.2
Em março de 2013, foi acusada de plágio por dois médicos seus colegas, em pelo menos dois de seus livros. A editora reconhece pelo menos um dos casos e publicou nova edição com a reformulação dos trechos copiados, conforme noticiado pelo jornal Folha de São Paulo.3

Obras

Referências

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Ligações externas

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BORDERLINE

 
Garota Interrompida em sua música é uma pintura pelo artista holandês Johannes Vermeer . Foi pintado no estilo barroco estilo entre os anos de 1660 e 1661, usando óleo sobre tela. Nesta pintura, Vermeer retrata uma jovem mulher em sua música com um senhor mais velho. Esta pintura mostra o namoro típico durante o século 17 na Europa. Também enfoca a importância da música quando se trata de amor. A sala que eles são mostrados na é uma das classe mais elevada, provavelmente pertencente a uma pessoa da alta burguesia. A pintura é muito reminiscente de outras obras de Vermeer.

Garota, Interrompida 16
Garota, Interrompida

Winona Ryder interpreta uma garota que vai parar num hospital psiquiátrico em plenos anos 60, onde termina por fazer amizade com outras internadas. Com Angelina Jolie e Whoopi Goldberg. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.

05/10/2012 - 13h34

Leia trecho de 'Corações Descontrolados: Ciúmes, Raiva, Impulsividade'

da Livraria da Folha
"Corações Descontrolados", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, apresenta o resultado de estudos sobre a instabilidade emocional. Mesclando casos reais, exemplos da ficção e análise clínica, Barbosa descreve uma série de comportamentos autodestrutivos.
Abaixo, leia um trecho do novo livro
*
Antes de descrever o que é o transtorno de personalidade borderline é preciso compreender o que é uma personalidade propriamente dita. Todos nós temos, de forma quase intuitiva, a noção do que seja a personalidade de alguém: é aquele "jeitão" ou a forma leiga que costumamos perceber e até mesmo descrever uma pessoa e, por vezes, nós mesmos. Esse "jeitão" costuma demonstrar de que maneira um indivíduo se comporta frente às diversas situações da vida.
Divulgação
Analisa quando comportamentos extremos e destrutivos passam a ser frequentes
Analisa quando comportamentos extremos passam a ser frequentes
De forma bem abrangente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que uma pessoa apresenta ao longo de sua existência. Somos a nossa personalidade e é assim que nos apresentamos ao mundo. Ela é o nosso cartão de visitas; a maneira pela qual cada um de nós consegue sentir o mundo ao redor e a si mesmo. É a nossa individualidade, o que nos distingue do outro.
Para se ter uma ideia da complexidade de uma personalidade, basta imaginarmos quantos sentimentos experimentamos em questão de segundos, e quantos pensamentos são gerados a partir desses sentimentos. E mais: quantos comportamentos podemos apresentar, derivados de um único pensamento. Assim, fica claro que um simples sentimento é capaz de desencadear uma cascata de atividade mental, que se multiplica de forma exponencial dentro de cada um de nós. A questão fica bem mais dinâmica e sofisticada se imaginarmos também quantos sentimentos diferentes podemos ter. Não me refiro apenas aos básicos e bem-definidos, que somos capazes de nomear (como felicidade, tristeza, angústia, ciúmes, inveja, compaixão), mas sim a uma mistura deles, entrelaçados e tão pessoais que nos faltam palavras para descrevê-los.
Imaginou tudo isso até aqui? Então, agora, multiplique tais sentimentos por um número aleatório de pensamentos que eles podem gerar, e depois considere também um número para os comportamentos desencadeados por esses processos. O mecanismo mental de sentir, pensar e agir pode abranger uma quantidade incalculável de combinações, e essa matemática de possibilidades ilimitadas nos individualiza e determina quem somos e quem podemos ser durante toda a nossa existência. Esta é a nossa persona; a nossa personalidade.
Cada indivíduo pode experimentar sentimentos, pensamentos e comportamentos que nem sequer imaginamos. Somos únicos entre bilhões de outros seres humanos. Esta é a complexidade da mente e da personalidade humana, infinitamente sedutora e, ao mesmo tempo, desafiadora. É preciso entender como as pessoas funcionam para que as relações interpessoais possam ser harmoniosas e transcendentes.
A personalidade é a combinação dinâmica do temperamento e do caráter de um determinado indivíduo. Mas o que vem a ser isso exatamente?
O temperamento pode ser definido como a parte biológica da personalidade, que é herdada geneticamente. Normalmente, ainda no berço, as mães já notam diferenças de temperamento entre seus filhos. Enquanto um deles pode solicitar a atenção dos pais, chorar com frequência e reagir prontamente aos estímulos, o outro filho pode ser mais independente, observador e introspectivo. Sendo assim, mesmo antes da influência cultural e de eventos significativos da vida, já existe a tendência de um indivíduo se comportar de acordo com suas heranças biológicas.
O caráter, por sua vez, constitui a parte da personalidade moldada pelo aprendizado social, cultural e por acontecimentos vitais marcantes. Como exemplo, cito o caso de irmãos gêmeos idênti cos, ou seja, com a mesma genética, que viveram em ambientes distintos. Digamos que um deles foi criado por uma família de bom nível socioeconômico, não sofreu maus-tratos e os papéis (pai, mãe e filhos) eram bem-definidos; enquanto o outro cresceu em uma família desestruturada e foi abusado sexualmente por um vizinho. Apesar das semelhanças biológicas (mesma genética), cada um desses irmãos tenderá a reagir de forma diversa frente às adversidades ou alegrias da vida. Sendo assim, apresentarão personalidades bem diferentes.
Diante do exposto, é possível perceber que classificar personalidades humanas não é uma tarefa tão simples assim. No entanto, isso é algo absolutamente necessário para que nosso entendimento da natureza humana possa avançar. Somente dessa maneira, por meio do conhecimento, seremos capazes de aliviar dores, angústias, incertezas, sofrimentos e injustiças que norteiam a nossa existência. Nenhum homem é uma ilha, somos seres sociais. Existir é, portanto, navegar em águas desconhecidas, que somos nós mesmos e nossos semelhantes. Viver, sem dúvida, é navegar no mar das personalidades.
Então, como podemos classificar um tipo de personalidade? Como dito anteriormente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que tendem a se repetir em uma pessoa ao longo de sua vida. Quando um padrão sentir/pensar/agir é apresentado por diversas pessoas de forma estatisticamente relevante na população geral, passa a ser uma personalidade classificável.
Embora todos nós sejamos dotados dessa identidade psicológica conhecida como personalidade, manifestada de modo único em cada um de nós, existem algumas características predominantes que nos enquadram num determinado tipo. Sendo assim, acabamos por nos tornar parecidos com certos indivíduos, que apresentam o mesmo padrão de funcionamento mental. Um tipo de personalidade reflete, em grande parte, a essência de uma pessoa, e um deles será objeto de estudo neste livro.
Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos disfuncionais apresentam-se de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre podemos estar diante de um quadro bastante complexo, confuso e desorganizado, denominado transtorno de personalidade borderline (TPB).
*
"Corações Descontrolados"
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Páginas: 266
Quanto: R$ 31,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Transtorno de personalidade limítrofe

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Transtorno de personalidade limítrofe
A impulsividade, instabilidade emocional, distorções perceptivas e relacionamentos instáveis levam a comportamentos autodestrutivos e sérias tendências suicidas.
Classificação e recursos externos
CID-10 F60.30 Tipo impulsivo, F60.31 Tipo borderline
CID-9 301.83
Star of life caution.svg Aviso médico
O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), ou Transtorno Estado-Limite da Personalidade, também muito conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é definido como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. O termo "borderline" (limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern, que descreveu esta doença, na década de 1930, como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose. Pelo fato de o termo carecer de especificidade, existe um debate atual sobre se esta doença deva ser renomeada.1
Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos, como problemas de identidade e humor instável e reativo, assim como sensações de irrealidade e despersonalização. Com tendência a um comportamento briguento, também sofrem de impulsividade (sobretudo autodestrutiva), são manipulativas e chantagistas, apresentam conduta suicida e sentimentos crônicos de vazio e tédio. Também podem transformar problemas mínimos em causas extremas (envolvendo até autoridades), requerer atenção em demasia, fazer falsas acusações e apresentar comportamento narcisista. Pessoas assim são aparentemente vistas como "rebeldes", "problemáticas", geniosas e temperamentais.
O TPL é frequentemente confundido com depressão, transtorno afetivo bipolar ou algum tipo de psicopatia, e é considerado um dos mais complicados transtornos de personalidade, com grande dificuldade de tratamento. É um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa, causando prejuízos significativos tanto a si própria quanto às pessoas próximas. Frequentemente precisam estar medicadas com algum tipo de psicotrópico (como antidepressivos) para evitar um descontrole emocional intenso.
Os sintomas aparecem durante a adolescência e se concretizam nos primeiros anos da fase adulta (em torno dos 20 anos), persistindo geralmente por toda a vida. A fase inicial pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e terapeutas, porém na maioria dos casos a severidade do transtorno diminui com o tempo. Como os sintomas tornam-se perceptíveis principalmente na adolescência, a família dessas pessoas costuma supor que a rebeldia, a impulsividade, o descontrole emocional, a instabilidade e a diferente percepção de valores são típicas da idade, não fazendo ideia de que estão diante de um distúrbio grave.
As perturbações sofridas pelos portadores de TPL alcançam negativamente várias facetas psicossociais da vida, como as relações no ambiente escolar, no trabalho e na família. Envolvimento com drogas, comportamentos de risco, imprevisibilidade, problemas na vida sexual, tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia. A psicoterapia é indispensável e emergencial.
A respeito das causas, a maioria dos estudos indica uma infância traumática (abuso sexual, outras formas de abuso, família disfuncional, separação dos pais, ou a soma desses e outros fatores) como precursora do TPL – ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética – além de disfunções no metabolismo cerebral. Estima-se que 2% da população sofra desse transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

Borderline

Something in the way you love me won't let me be
I don't want to be your prisoner, so, baby, won't you set me free?
Stop playing with my heart, finish what you start
When you make my love come down
If you want me let me know, baby, let it show
Honey, don't you fool around

Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Keep on pushing me baby, don't you know you drive me crazy?
You just keep on pushing my love over the borderline

Something in your eyes is makin' such a fool of me
When you hold me in your arms, you love me till I just can't see
But then you let me down, when I look around
Baby, you just can't be found
Stop driving me away, I just wanna stay
There's something I just got to say

Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Keep on pushing me baby, don't you know you drive me crazy?
You just keep on pushing my love over the borderline

Look what your love has done to me, come on baby, set me free
You just keep on pushing my love over the borderline, borderline
You cause me so much pain, I think I'm going insane
What does it take to make you see?
You just keep on pushing my love over the borderline

Keep on pushing me, keep on pushing me
(Keep on pushing my love over the borderline)
Keep on pushing me, my love
Come baby, come darling, yeah?

No Limite

Alguma coisa no seu jeito de me amar não me deixa ser livre
Não quero ser sua prisioneira, então, meu bem, me liberte
Pare de brincar com meu coração, termine o que você começou
Quando conquistou o meu amor
Se você me quiser deixe claro, meu bem, deixe transparecer
Doçura, eu não estou para brincadeiras

Apenas tente entender, eu te dei tudo o que eu podia
Porque você levou o melhor de mim

No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
Você continua a me levar, não sabe que me deixa louca?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Algo nos seus olhos me faz agir como uma tola
E quando você me abraça, você me ama até me deixar cega
Mas depois, você me decepciona, quando eu olho à minha volta
Meu bem, você não está por perto
Pare de me afastar, eu só quero ficar
Existe algo que eu quero te dizer

Apenas tente entender, eu te dei tudo o que eu podia
Porque você levou o melhor de mim

No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
Você continua a me levar, não sabe que me deixa louca?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Olhe o que o seu amor fez comigo, venha, me deixe livre
Você não para de levar o meu amor ao limite, ao limite
Você me causa tanta dor, acho que estou ficando louca
O que eu posso fazer para você enxergar?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Continue me empurrando, continue me forçando
(Você não pára de levar o meu amor ao limite)
Continue a me provocar, meu amor
Venha amor, venha querido, yeah

Borderline (canção)

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"Borderline"
Single por Madonna
do álbum Madonna
Lançamento 15 de Fevereiro de 1984
Formato(s) LP
Gravação 1983
Gênero(s) Pop
Duração 4:00
Gravadora(s) Warner Bros. Records
Composição Reggie Lucas
Produção Reggie Lucas
Cronologia de singles por Madonna
Último
Último
"Holiday"
(1983)
"Lucky Star"
(1984)
Próximo
Próximo
"Borderline" é o quarto single da cantora, dançarina e compositora americana Madonna. Foi lançado em 15 de fevereiro de 1984 pelo selo Sire Recors.

Índice

Videoclipe

O clipe de Borderline foi dirigido por Mary Lambert, e conta a história de uma modelo que atura uma crise de ciúmes do namorado.

Informações

A música tornou-se quarto single do primeiro álbum de Madonna, em 1983. A música é encontrada no seu primeiro álbum de estúdio, Madonna (1983), na sua coletânea The Immaculate Collection (1990) e na sua terceira coletânea, Celebration (2009), onde aparece no disco 2.

Apresentações nas turnês

The Virgin Tour(Versao Original)

A musica era a ultima do primeiro bloco,e a versão original.Usa uma roupa toda ptreta.

Sticky & Sweet Tour(Rock Version)

E uma das musicas do mio,Madonna a canta com uma guitarra numa versão rock.Na segunda etapá da turnê,foi substituida por Dress You Up.

Desempenho nas paradas musicais

Billboard Singles Charts - EUA

  • Melhor posição: #10
  • Semanas na parada: #30

Top 40 Singles Charts - UK

  • Melhor posição: #4
  • Semanas na parada: #56

Versões

  • Borderline (Dub Remix) 5:40
  • Borderline (Edit) 4:00
  • Borderline (Extended Dance Remix) 6:56
  • Borderline (Q-Sound Version) 4:00

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