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sexta-feira, 19 de julho de 2013

BORDERLINE

 
Garota Interrompida em sua música é uma pintura pelo artista holandês Johannes Vermeer . Foi pintado no estilo barroco estilo entre os anos de 1660 e 1661, usando óleo sobre tela. Nesta pintura, Vermeer retrata uma jovem mulher em sua música com um senhor mais velho. Esta pintura mostra o namoro típico durante o século 17 na Europa. Também enfoca a importância da música quando se trata de amor. A sala que eles são mostrados na é uma das classe mais elevada, provavelmente pertencente a uma pessoa da alta burguesia. A pintura é muito reminiscente de outras obras de Vermeer.

Garota, Interrompida 16
Garota, Interrompida

Winona Ryder interpreta uma garota que vai parar num hospital psiquiátrico em plenos anos 60, onde termina por fazer amizade com outras internadas. Com Angelina Jolie e Whoopi Goldberg. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.

05/10/2012 - 13h34

Leia trecho de 'Corações Descontrolados: Ciúmes, Raiva, Impulsividade'

da Livraria da Folha
"Corações Descontrolados", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, apresenta o resultado de estudos sobre a instabilidade emocional. Mesclando casos reais, exemplos da ficção e análise clínica, Barbosa descreve uma série de comportamentos autodestrutivos.
Abaixo, leia um trecho do novo livro
*
Antes de descrever o que é o transtorno de personalidade borderline é preciso compreender o que é uma personalidade propriamente dita. Todos nós temos, de forma quase intuitiva, a noção do que seja a personalidade de alguém: é aquele "jeitão" ou a forma leiga que costumamos perceber e até mesmo descrever uma pessoa e, por vezes, nós mesmos. Esse "jeitão" costuma demonstrar de que maneira um indivíduo se comporta frente às diversas situações da vida.
Divulgação
Analisa quando comportamentos extremos e destrutivos passam a ser frequentes
Analisa quando comportamentos extremos passam a ser frequentes
De forma bem abrangente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que uma pessoa apresenta ao longo de sua existência. Somos a nossa personalidade e é assim que nos apresentamos ao mundo. Ela é o nosso cartão de visitas; a maneira pela qual cada um de nós consegue sentir o mundo ao redor e a si mesmo. É a nossa individualidade, o que nos distingue do outro.
Para se ter uma ideia da complexidade de uma personalidade, basta imaginarmos quantos sentimentos experimentamos em questão de segundos, e quantos pensamentos são gerados a partir desses sentimentos. E mais: quantos comportamentos podemos apresentar, derivados de um único pensamento. Assim, fica claro que um simples sentimento é capaz de desencadear uma cascata de atividade mental, que se multiplica de forma exponencial dentro de cada um de nós. A questão fica bem mais dinâmica e sofisticada se imaginarmos também quantos sentimentos diferentes podemos ter. Não me refiro apenas aos básicos e bem-definidos, que somos capazes de nomear (como felicidade, tristeza, angústia, ciúmes, inveja, compaixão), mas sim a uma mistura deles, entrelaçados e tão pessoais que nos faltam palavras para descrevê-los.
Imaginou tudo isso até aqui? Então, agora, multiplique tais sentimentos por um número aleatório de pensamentos que eles podem gerar, e depois considere também um número para os comportamentos desencadeados por esses processos. O mecanismo mental de sentir, pensar e agir pode abranger uma quantidade incalculável de combinações, e essa matemática de possibilidades ilimitadas nos individualiza e determina quem somos e quem podemos ser durante toda a nossa existência. Esta é a nossa persona; a nossa personalidade.
Cada indivíduo pode experimentar sentimentos, pensamentos e comportamentos que nem sequer imaginamos. Somos únicos entre bilhões de outros seres humanos. Esta é a complexidade da mente e da personalidade humana, infinitamente sedutora e, ao mesmo tempo, desafiadora. É preciso entender como as pessoas funcionam para que as relações interpessoais possam ser harmoniosas e transcendentes.
A personalidade é a combinação dinâmica do temperamento e do caráter de um determinado indivíduo. Mas o que vem a ser isso exatamente?
O temperamento pode ser definido como a parte biológica da personalidade, que é herdada geneticamente. Normalmente, ainda no berço, as mães já notam diferenças de temperamento entre seus filhos. Enquanto um deles pode solicitar a atenção dos pais, chorar com frequência e reagir prontamente aos estímulos, o outro filho pode ser mais independente, observador e introspectivo. Sendo assim, mesmo antes da influência cultural e de eventos significativos da vida, já existe a tendência de um indivíduo se comportar de acordo com suas heranças biológicas.
O caráter, por sua vez, constitui a parte da personalidade moldada pelo aprendizado social, cultural e por acontecimentos vitais marcantes. Como exemplo, cito o caso de irmãos gêmeos idênti cos, ou seja, com a mesma genética, que viveram em ambientes distintos. Digamos que um deles foi criado por uma família de bom nível socioeconômico, não sofreu maus-tratos e os papéis (pai, mãe e filhos) eram bem-definidos; enquanto o outro cresceu em uma família desestruturada e foi abusado sexualmente por um vizinho. Apesar das semelhanças biológicas (mesma genética), cada um desses irmãos tenderá a reagir de forma diversa frente às adversidades ou alegrias da vida. Sendo assim, apresentarão personalidades bem diferentes.
Diante do exposto, é possível perceber que classificar personalidades humanas não é uma tarefa tão simples assim. No entanto, isso é algo absolutamente necessário para que nosso entendimento da natureza humana possa avançar. Somente dessa maneira, por meio do conhecimento, seremos capazes de aliviar dores, angústias, incertezas, sofrimentos e injustiças que norteiam a nossa existência. Nenhum homem é uma ilha, somos seres sociais. Existir é, portanto, navegar em águas desconhecidas, que somos nós mesmos e nossos semelhantes. Viver, sem dúvida, é navegar no mar das personalidades.
Então, como podemos classificar um tipo de personalidade? Como dito anteriormente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que tendem a se repetir em uma pessoa ao longo de sua vida. Quando um padrão sentir/pensar/agir é apresentado por diversas pessoas de forma estatisticamente relevante na população geral, passa a ser uma personalidade classificável.
Embora todos nós sejamos dotados dessa identidade psicológica conhecida como personalidade, manifestada de modo único em cada um de nós, existem algumas características predominantes que nos enquadram num determinado tipo. Sendo assim, acabamos por nos tornar parecidos com certos indivíduos, que apresentam o mesmo padrão de funcionamento mental. Um tipo de personalidade reflete, em grande parte, a essência de uma pessoa, e um deles será objeto de estudo neste livro.
Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos disfuncionais apresentam-se de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre podemos estar diante de um quadro bastante complexo, confuso e desorganizado, denominado transtorno de personalidade borderline (TPB).
*
"Corações Descontrolados"
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Páginas: 266
Quanto: R$ 31,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Transtorno de personalidade limítrofe

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Nota: Borderline redireciona aqui. Para outros significados de Borderline, veja Borderline (desambiguação).
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Transtorno de personalidade limítrofe
A impulsividade, instabilidade emocional, distorções perceptivas e relacionamentos instáveis levam a comportamentos autodestrutivos e sérias tendências suicidas.
Classificação e recursos externos
CID-10 F60.30 Tipo impulsivo, F60.31 Tipo borderline
CID-9 301.83
Star of life caution.svg Aviso médico
O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), ou Transtorno Estado-Limite da Personalidade, também muito conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é definido como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. O termo "borderline" (limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern, que descreveu esta doença, na década de 1930, como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose. Pelo fato de o termo carecer de especificidade, existe um debate atual sobre se esta doença deva ser renomeada.1
Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos, como problemas de identidade e humor instável e reativo, assim como sensações de irrealidade e despersonalização. Com tendência a um comportamento briguento, também sofrem de impulsividade (sobretudo autodestrutiva), são manipulativas e chantagistas, apresentam conduta suicida e sentimentos crônicos de vazio e tédio. Também podem transformar problemas mínimos em causas extremas (envolvendo até autoridades), requerer atenção em demasia, fazer falsas acusações e apresentar comportamento narcisista. Pessoas assim são aparentemente vistas como "rebeldes", "problemáticas", geniosas e temperamentais.
O TPL é frequentemente confundido com depressão, transtorno afetivo bipolar ou algum tipo de psicopatia, e é considerado um dos mais complicados transtornos de personalidade, com grande dificuldade de tratamento. É um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa, causando prejuízos significativos tanto a si própria quanto às pessoas próximas. Frequentemente precisam estar medicadas com algum tipo de psicotrópico (como antidepressivos) para evitar um descontrole emocional intenso.
Os sintomas aparecem durante a adolescência e se concretizam nos primeiros anos da fase adulta (em torno dos 20 anos), persistindo geralmente por toda a vida. A fase inicial pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e terapeutas, porém na maioria dos casos a severidade do transtorno diminui com o tempo. Como os sintomas tornam-se perceptíveis principalmente na adolescência, a família dessas pessoas costuma supor que a rebeldia, a impulsividade, o descontrole emocional, a instabilidade e a diferente percepção de valores são típicas da idade, não fazendo ideia de que estão diante de um distúrbio grave.
As perturbações sofridas pelos portadores de TPL alcançam negativamente várias facetas psicossociais da vida, como as relações no ambiente escolar, no trabalho e na família. Envolvimento com drogas, comportamentos de risco, imprevisibilidade, problemas na vida sexual, tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia. A psicoterapia é indispensável e emergencial.
A respeito das causas, a maioria dos estudos indica uma infância traumática (abuso sexual, outras formas de abuso, família disfuncional, separação dos pais, ou a soma desses e outros fatores) como precursora do TPL – ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética – além de disfunções no metabolismo cerebral. Estima-se que 2% da população sofra desse transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

Borderline

Something in the way you love me won't let me be
I don't want to be your prisoner, so, baby, won't you set me free?
Stop playing with my heart, finish what you start
When you make my love come down
If you want me let me know, baby, let it show
Honey, don't you fool around

Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Keep on pushing me baby, don't you know you drive me crazy?
You just keep on pushing my love over the borderline

Something in your eyes is makin' such a fool of me
When you hold me in your arms, you love me till I just can't see
But then you let me down, when I look around
Baby, you just can't be found
Stop driving me away, I just wanna stay
There's something I just got to say

Just try to understand, I've given all I can
'Cause you got the best of me

Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Borderline, feels like I'm going to lose my mind
You just keep on pushing my love over the borderline
Keep on pushing me baby, don't you know you drive me crazy?
You just keep on pushing my love over the borderline

Look what your love has done to me, come on baby, set me free
You just keep on pushing my love over the borderline, borderline
You cause me so much pain, I think I'm going insane
What does it take to make you see?
You just keep on pushing my love over the borderline

Keep on pushing me, keep on pushing me
(Keep on pushing my love over the borderline)
Keep on pushing me, my love
Come baby, come darling, yeah?

No Limite

Alguma coisa no seu jeito de me amar não me deixa ser livre
Não quero ser sua prisioneira, então, meu bem, me liberte
Pare de brincar com meu coração, termine o que você começou
Quando conquistou o meu amor
Se você me quiser deixe claro, meu bem, deixe transparecer
Doçura, eu não estou para brincadeiras

Apenas tente entender, eu te dei tudo o que eu podia
Porque você levou o melhor de mim

No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
Você continua a me levar, não sabe que me deixa louca?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Algo nos seus olhos me faz agir como uma tola
E quando você me abraça, você me ama até me deixar cega
Mas depois, você me decepciona, quando eu olho à minha volta
Meu bem, você não está por perto
Pare de me afastar, eu só quero ficar
Existe algo que eu quero te dizer

Apenas tente entender, eu te dei tudo o que eu podia
Porque você levou o melhor de mim

No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
No limite, eu me sinto como se eu fosse enlouquecer
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite
Você continua a me levar, não sabe que me deixa louca?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Olhe o que o seu amor fez comigo, venha, me deixe livre
Você não para de levar o meu amor ao limite, ao limite
Você me causa tanta dor, acho que estou ficando louca
O que eu posso fazer para você enxergar?
Você simplesmente não pára de levar o meu amor ao limite

Continue me empurrando, continue me forçando
(Você não pára de levar o meu amor ao limite)
Continue a me provocar, meu amor
Venha amor, venha querido, yeah

Borderline (canção)

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"Borderline"
Single por Madonna
do álbum Madonna
Lançamento 15 de Fevereiro de 1984
Formato(s) LP
Gravação 1983
Gênero(s) Pop
Duração 4:00
Gravadora(s) Warner Bros. Records
Composição Reggie Lucas
Produção Reggie Lucas
Cronologia de singles por Madonna
Último
Último
"Holiday"
(1983)
"Lucky Star"
(1984)
Próximo
Próximo
"Borderline" é o quarto single da cantora, dançarina e compositora americana Madonna. Foi lançado em 15 de fevereiro de 1984 pelo selo Sire Recors.

Índice

Videoclipe

O clipe de Borderline foi dirigido por Mary Lambert, e conta a história de uma modelo que atura uma crise de ciúmes do namorado.

Informações

A música tornou-se quarto single do primeiro álbum de Madonna, em 1983. A música é encontrada no seu primeiro álbum de estúdio, Madonna (1983), na sua coletânea The Immaculate Collection (1990) e na sua terceira coletânea, Celebration (2009), onde aparece no disco 2.

Apresentações nas turnês

The Virgin Tour(Versao Original)

A musica era a ultima do primeiro bloco,e a versão original.Usa uma roupa toda ptreta.

Sticky & Sweet Tour(Rock Version)

E uma das musicas do mio,Madonna a canta com uma guitarra numa versão rock.Na segunda etapá da turnê,foi substituida por Dress You Up.

Desempenho nas paradas musicais

Billboard Singles Charts - EUA

  • Melhor posição: #10
  • Semanas na parada: #30

Top 40 Singles Charts - UK

  • Melhor posição: #4
  • Semanas na parada: #56

Versões

  • Borderline (Dub Remix) 5:40
  • Borderline (Edit) 4:00
  • Borderline (Extended Dance Remix) 6:56
  • Borderline (Q-Sound Version) 4:00

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pareidolia


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O relógio da imagem parece estar triste. No entanto, isso é apenas uma associação que o cérebro humano faz ao ver uma imagem com dois pontos semelhantes a olhos e uma curva virada para baixo, semelhante a uma boca representando tristeza
A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares. Ela também acontece com sons, sendo comum em músicas tocadas ao contrário, como se dissessem algo. A palavra pareidolia vem do grego para, que é junto de ou ao lado de, e eidolon, imagem, figura ou forma. Pareidolia é um tipo de apofenia.
Em situações simples e ordinárias, este fenômeno fornece explicações para muitas ilusões criadas pelo cérebro, por exemplo, discos voadores, monstros, fantasmas, mensagens gravadas ao contrário em músicas entre outros.1 O fenômeno psíquico, diante de uma figura com dados aleatórios, pode variar segundo o ângulo do observador. Para uma criança, por exemplo, uma figura notada talvez possua formas que tragam à lembrança animais de estimação, personagens de desenhos animados ou qualquer outra coisa condizente com a faixa etária de compreensão sobre coisas. Para uma pessoa com uma faixa etária superior, a mesma figura assume formas diferentes conforme a capacidade criativa de associação de formas.
Apesar de essa figura não ser de um rosto real, muitas pessoas podem identificar a semelhança com um
Dependendo das figuras observadas, podem assumir um aspecto muito subjetivo que varia de observador para observador ao passo que outras mais claramente nítidas, possuem uma mesma interpretação ótica em comum entre vários observadores. Portanto, muito tem que ver com a condição psicológica de cada observador, do que se passa em sua mente.
O astrônomo Carl Sagan aventou uma explicação no livro O Mundo Assombrado pelos Demônios:2
Os humanos, como outros primatas, são um bando gregário. Gostamos da companhia uns dos outros. Somos mamíferos, e o cuidado dos pais com o filho é essencial para a continuação das linhas hereditárias. Os pais sorriem para a criança, a criança retribui o sorriso, e com isso se forja ou se fortalece um laço. Assim que o bebê consegue ver, ele reconhece faces, e sabemos agora que essa habilidade está instalada permanentemente em nossos cérebros. Os bebês que há 1 milhão de anos eram incapazes de reconhecer um rosto retribuíam menos sorrisos, eram menos inclinados a conquistar o coração dos pais e tinham menos chance de sobreviver. Nos dias de hoje, quase todos os bebês identificam rapidamente uma face humana e respondem com um sorriso bobo. Como um efeito colateral inadvertido, o mecanismo de reconhecimento de padrões em nossos cérebros é tão eficiente em descobrir uma face em meio a muitos outros pormenores que às vezes vemos faces onde não existe alguma. Reunimos pedaços desconectados de luz e sombra, e inconscientemente tentamos ver uma face.
Muitos concordam com Sagan quanto a tendência de reconhecer faces, mas muitos discordam quanto às alegadas vantagens evolutivas para a sobrevivência da criança.
A pareidolia não representa somente fenômenos visuais mas também auditivos onde pessoas executam músicas no sentido contrário e ouvem palavras ou até mesmo sentenças inteiras. Apesar de existir uma técnica sonora de mascarar mensagens sobre uma gravação (conhecida como Backmasking), é comum muitos entenderem frases ou palavras onde só há um ruído incoerente. Recentemente ocorreu um típico caso de pareidolia na Universidade Queen, em Ontário, Canadá, onde médicos viram rosto humano em ultrassom de tumor 3 .

Índice

Mensagens Subliminares

Mensagens subliminares são facilmente confundidas com a Pareidolia, e também são confundidas como formas de expressão. As MS ("Mensagens Subliminares") são ordens colocadas de forma subliminar ("Não perceptível") em nossas mentes, nos induzindo a fazer algo. Forma de expressão são apenas jeitos diferentes da arte de nos impressionar. Pareidolia é nossa mente criando, a partir de formas ("e etc") não definidas, que junto com nossa imaginação forma frases, rostos ou até fantasmas.

Religião

A pareidolia está em muitos casos de percepções de temas e imaginário religioso, especialmente faces de personagens religiosos, em fenômenos mundanos como, por exemplo, em vidros de janelas, em fotos de fogueira ou em alimentos. Tais acontecimentos, no entanto, não podem ser afirmados peremptoriamente como falsos pela ciência, já que o plano de discussão sobre Religião está na Filosofia da Metafísica.

Transcomunicação Instrumental

A Transcomunicação Instrumental é, segundo alguns, uma prática totalmente embasada na pareidolia e apofenia. Ouve-se ruídos com vozes ao estilo cocktail party effect4 5 6 e então busca-se compreender entre esses palavras válidas, após ouvir uma ou duas palavras o ouvinte então começa a inventar histórias imaginárias que entretém ao público ouvinte. A prática da transcomunicação instrumental é conhecida por macular o cérebro dos que a praticam de maneira que após algum tempo de prática o ouvinte passa a ouvir vozes mesmo sem o ruído de fundo, algumas dessas vozes dão ordens ao ouvinte que passam a seguir essas ordens fielmente podendo inclusive cometer até mesmo assassinatos 7 e acabam criando um mundo particular de vozes, entidades imaginárias e fantasias, com o correr do tempo e com a prática continuada, o ouvinte acaba por agravar seu estado caminhando em direção a esquizofrenia8 , passando a viver em um mundo de imaginação governado por espíritos de mortos e a manifestar os sintomas típicos sendo os mais comuns:
  • ilusões
  • alucinações
  • discurso desorganizado
  • atividades motoras sem propósito ou falta de atividade (conhecida como comportamento catatônico)
  • não conseguir expressar ou sentir emoções
  • não sentir prazer na vida
  • apresentar uma atitude de apatia geral
  • falta de atenção
  • falta de habilidades de memória
  • incapacidade de planejar ou organizar
Porém nota-se claramente que a audição constante desses fonemas encadeados produzem pareidolia resultando em audição de palavras de estímulo ou conforto aos ouvintes, e liberando através dos sentimentos que provocam neurotransmissores, entre esses a endorfina, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, esses hormônios, produzem efeitos analgésicos e eufóricos e com a audição continuada acabam por viciar o ouvinte pelas sensações de prazer que proporcionam bem como sensações de grandeza e contato com o divino9 . A prática continuada da Transcomunicação Instrumental produz a beta-endorfina que é a mais eficiente pois é produ o efeito mais eufórico no cérebro do praticante. Nesse caso as endorfinas são produzidas em resposta à atividade auditiva constante e hipnótica dos mesmos conjuntos de fonemas, e despertam uma intensa sensação de euforia e bem-estar. Em alguns casos a audição dos fonemas e dos ruídos produzem rapidamente intenso relaxamento e indução ao sono. Ouvir ruídos brancos ou rosa advindos de gravações de ruídos advindos da natureza, tais como o som das ondas do mar, ou do vento circulando entre as folhas, ou mesmo de cachoeiras, é um método conhecido de indução ao sono hipnótico e muito utilizado na prática da transcomunicação instrumental.10
A Dra. Diana Deutsch11 da Universidade da Califórnia, descobriu esse tipo de ilusão aural12 produzida pela transcomunicação instrumental e publicou extenso trabalho sobre o assunto13 .
Uma vez que o ouvinte tenha se habituado aos efeitos, passa a sofrer de Síndrome de abstinência14 e desse ponto em diante não consegue mais parar de ouvir as vozes e buscar cada vez mais estímulos, passando a ouvir vozes com base em qualquer ruído, desde uma folha de papel amassado até o ruído de uma cascata, em geral a sensação se intensifica com a audição de ruídos brancos e rosa, sendo mais eficiente na medida em que mais intensa seja a síndrome de abstinência.
Esse método de viciação com base em sons de fonemas foi aprimorado durante os experimentos de Lavagem cerebral na década de 1950-1970 através dos Projeto Montauk e passou a ser utilizado como uma das mais potentes armas eletrônicas15 em campo de batalha, com testes realizados nas duas sequências da guerra do golfo, com o objetivo de produzir ilusões auditivas e sonoras tais que levavam as tropas inimigas a abandonar o campo de batalha sem disparar um tiro sequer.
Muitos sintomas de esquizofrenia podem ter efeitos drásticos sobre a vida do paciente em termos de atividades diárias, trabalho, vida social e relacionamentos. Ilusões se referem a crenças falsas e alucinações dizem respeito a falsas sensações. Algumas ilusões típicas incluem crenças paranóicas sobre ser vítima dos outros ou acreditar ser uma famosa figura histórica (como Napoleão Bonaparte ou Jesus Cristo). Alucinações acontecem por meio de visões, de cheiros, de sons, de sentimentos ou até mesmo de gostos. Normalmente, os esquizofrênicos acreditam mesmo ouvir vozes em meio aos fonemas e ruídos. Essas vozes comentariam o comportamento da pessoa ou dariam ordens à pessoa
Em alguns países europeus as praticas e organizações 16 17 que apelam ao uso continuado da pareidolia são proibidos por lei e os praticantes encorajados a buscar tratamento psiquiátrico ou internação para rehab em centros públicos de tratamento (hospícios).

Galeria

Ver também

Referências

Periódicos

Ligações externas

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